Curiosidades

Francesinha – Receita
18 Abril, 2018 / ,

A inspiração veio do croque-monsieur, mas o molho inventado num restaurante do Porto e os ingredientes portugueses deram-lhe um sabor único. É um dos pratos típicos do Porto, ideal para os dias e noites mais frios. Eis uma receita simples para fazer quando regressar a casa e sentir saudades do Porto.

Molho:

1 Cerveja

1 cubo de Caldo de Carne

1 Folha de Louro

1 Colher de sopa de margarina

1 Cálice de brandy ou vinho do porto

1 Colher de sopa de farinha de amido de milho

2 Colheres de sopa de polpa de tomate

1 dl de leite

Piripiri q.b.

Modo de preparação

Dissolva bem a farinha com o leite e adicione os restantes ingredientes. Com a varinha mágica triture o preparado. Leve ao lume até ferver e engrossar um pouco mexendo sempre para não pegar.

Sande:

4 fatias de Pão de forma (sem côdea)

2 bifes

2 salsichas

2 linguiças

2 fatias de queijo

2 fatias de fiambre

Tempere as bifanas com sal e pimenta e grelhe-as. Grelhe também a salsicha e a linguiça. Torre ligeiramente as fatias de pão de forma. Num prato que possa ir ao forno coloque 1 fatia de pão de forma, o bife, sobre esta a salsicha ao meio no comprimento e na largura, a fatia de fiambre e a linguiça cortada como a salsicha. Tape com a outra fatia de pão de forma e coloque sobre esta 1 fatia de queijo. Depois de montadas as francesinhas, coloque sobre elas o molho bem quente e leve ao forno previamente aquecido para derreter o queijo.

O Porto e os ingleses – Uma amizade de séculos
18 Abril, 2018 / ,

É bem conhecida a influência dos ingleses na cidade por via do Vinho do Porto, mas a relação entre portuenses e britânicos é muito mais antiga.

O primeiro contacto terá acontecido em junho de 1147, quando os cruzados ingleses que se dirigiam à Terra Santa ficaram 11 dias no Porto à espera das forças comandadas pelo conde de Areschot e por Cristiano de Gistell, que se tinham separado da armada devido a um temporal. O primeiro rei de Portugal, Afonso Henriques, ao saber deste facto, procurou estabelecer um acordo com os seus chefes, convencendo-os a ajudar na conquista de Lisboa aos mouros.

O relacionamento intensificou-se durante a Idade Média, com o estabelecimento de relações comerciais. Panos, vinho, madeira, peles e pescado eram os produtos transacionados entre os dois países.

A 2 de fevereiro de 1367 a Sé do Porto foi palco do casamento entre D. João I e D. Filipa de Lencastre, uma união que teve como contrapartida o apoio dos britânicos na luta com Castela.  Em 1642, dois anos após a restauração da independência de Portugal, o Porto recebe o primeiro cônsul britânico, Nicholas Comerforde.

Nicolau Nasoni -A grande influência arquitetónica portuense
18 Abril, 2018 / ,

Reinou aqui por mais de 30 anos o arquiteto-pintor Nicolau Nasoni como uma espécie de rei das artes, efetivamente sem rivais.

 Chegou em 1725, com a idade de 34 anos (pois nasceu na Toscana em 1691), vindo de Valeta, da Ilha de Malta, onde trabalhara por alguns poucos anos para o grão-mestre português D. António Manuel de Vilhena.

A sua grande obra de Malta, foi a pintura dos corredores do palácio dos grão-mestres em Valeta, nos quais revelou o estilo que iria depois traduzir para o granito do Porto, em obras como a Sé, os Clérigos e a Igreja da Misericórdia. Roque de Távora, irmão do deão do cabido do Porto, terá recomendado Nasoni, por causa da sua espetacular capacidade de trabalhar.

 Nasoni, deu ao Porto aquela grandeza urbana, que nasce da posse de palácios e templos, conventos e casas nobres em grande escala, identificados com um génio artístico de primeira qualidade. E, no caso do grande artista portuense, esta distinção não se limita ao campo da arquitetura. Manifestou-se também na pintura, na escultura, tanto em pedra como na talha, na ourivesaria, no ferro forjado, para citar apenas alguns aspetos do génio do homem extraordinário, que enobreceu plasticamente a cidade do Porto.

 

Artigo retirado da revista “O Tripeiro”, nº7, Julho 1996, VI série, Ano VI

 

Boavista Futebol Clube – O clube das “camisolas esquisitas”
27 Março, 2018 / ,

Campeão português em 2000/01, o Boavista tem uma história de mais de 100 anos. Fundado por britânicos, chamou a atenção nos anos 90. O equipamento axadrezado levou a que ficasse conhecido em Itália como “o clube das camisolas esquisitas”.

Os ingleses, que devido aos negócios do Vinho do Porto tinham uma grande comunidade na cidade, introduziram o futebol no Porto. O The Boavista Footballers foi fundado em 1903, mas poucos anos depois, um desentendimento quanto aos dias em que se deveriam disputar os jogos – os portugueses preferiam o domingo, os britânicos queriam jogar ao sábado – fez com que os súbditos de Sua Majestade deixassem o clube.

 

 

Já como Boavista Futebol Clube, teve um grande crescimento ao longo das décadas seguintes. O ponto alto seria a conquista do campeonato português em 2000/01, mas a participação nas provas europeias já acontecia há alguns anos. E foi em 1991/92 que, durante uma eliminatória da Taça UEFA com o Inter de Milão, surgiu a alcunha de “clube das camisolas esquisitas”, numa referência ao equipamento preto e branco axadrezado.

O Estádio do Bessa, remodelado para o Euro 2004, tem um museu com a história do clube, um passeio da fama e duas esculturas da autoria de José Rodrigues em que a pantera, símbolo do clube, está em destaque.

 

 

 

O primeiro elétrico na Península Ibérica
12 Março, 2018 /

Até ao final do século XIX, as carruagens de tração animal eram o transporte mais comum. O primeiro elétrico surgiu na Alemanha, em 1879. Em setembro de 1895, seria a vez do Porto.

O Porto desenvolveu-se bastante durante o século XIX e na última década desse século tornava-se cada vez mais necessário encontrar um meio de transporte económico, que permitisse de forma mais rápida uma cidade em expansão. Chegou a ser ponderada a hipótese de usar ascensores nas ruas com maior declive, mas a opção acabaria por recair mesmo no elétrico. O Porto seria, assim, a primeira cidade da Península Ibérica a receber o elétrico.
A primeira linha foi inaugurada em 1895, ligando o Carmo à Arrábida, chegando mais tarde à Foz e Matosinhos. A chegada dos autocarros e o crescimento do número de automóveis ditaram uma diminuição no número de linhas e passageiros.

Atualmente há ainda três linhas em funcionamento:

Linha 1- faz a ligação entre o centro histórico e o Jardim do Passeio Alegre, ao longo das margens do rio Douro;

Linha 18 – liga Massarelos ao Carmo;

Linha 22 – percurso circular entre o Carmo e a Batalha/Guindais.

 

A tragédia da Casa das Sereias
9 Março, 2018 / ,

Também conhecida como Palácio da Bandeirinha, a Casa das Sereias (assim chamada devido às duas imagens que ladeiam a porta principal) foi construída em meados do século XVIII pela família Portocarrero.

O edifício, um imponente palácio que ainda hoje se distingue na paisagem da cidade, foi construído no local do Cemitério dos Hebreus e da antiga judiaria. A família, apesar da sua riqueza e prestígio, não escapou a alguns episódios trágicos. O dono da propriedade morreu num acidente de barco no Douro e, como não tinha filhos, o palácio passou para o irmão.

Em 1809, durante as Invasões Francesas, um grupo de populares, convencido que um dos elementos da família era conivente com os franceses, chacinou-o no pátio da casa. Os Portocarrero, que entretanto perderam outros membros da família de forma trágica, abandonaram o palácio e não mais voltaram. O edifício esteve fechado até 1995. Foi vendido ao Instituto das Filhas da Caridade, que ali instalaram um colégio que se mantém ainda em funcionamento.

 

 

 

 

O Tripeiro 7ª série Ano XXXIII, Número 3 Março de 2014

Os órgãos de tubos que funcionam desde 1779
15 Janeiro, 2018 / , ,

Os Órgãos Históricos dos Clérigos continuam a funcionar perfeitamente, apesar de já terem mais de 200 anos.

São da autoria do espanhol Dom Sebastião de Acunha e, tal como o edifício em que estão inseridos, são um notável exemplo do estilo Barroco que caraterizou o final do século XVIII. A caixa do órgão do lado da epístola é encimada por uma lua; a caixa do lado do evangelho por um sol. A unificação destes dois elementos remete para a ideia de absoluto e totalidade.

Em 2015, estes órgãos passaram a tocar diariamente, sempre à mesma hora (ao meio-dia), muitas vezes com os dois órgãos históricos em simultâneo e por vezes com a participação de cantores. Estes concertos gratuitos encantam os portuenses e os turistas e são mais uma atração para um local já muito procurado e apreciado por quem visita a cidade.

Em dezembro de 2017 foi celebrado o Concerto de Órgão nº 1000. Foi um dia especial, que contou com a presença de dois organistas e de uma soprano. Mas todos os dias pode celebrar a longa vida destes históricos órgãos de tubos e desfrutar da sua música.

 

As igrejas “gémeas”
5 Dezembro, 2017 / ,

Ficam lado a lado, separadas por uma casa estreita, que chegou a ser habitada. As igrejas do Carmo e das Carmelitas parecem uma só, mas têm histórias muito diferentes.

Entre estas duas igrejas fica o edifício mais estreito da cidade, que dá acesso à torre sineira. No entanto, para lá chegar, é necessário subir três andares e passar por cima da abobada da igreja das Carmelitas.

A Igreja das Carmelitas foi a primeira a ser construída e fica junto ao antigo Convento de Nossa Senhora do Porto (atual quartel da GNR). É uma igreja do século XVII, com uma fachada clássica, mas um interior riquíssimo, em talha rococó portuense. Foi a primeira casa dos monges da ordem das Carmelitas Descalças. A primeira pedra foi lançada a 5 de Maio de 1619 e a obra ficou concluída em 1622.

A Igreja do Carmo é mais recente, datando da segunda metade do século XVIII. Assim, o estilo rococó (caracterizado por uma enorme profusão de detalhes decorativos) está bem mais patente, tanto na arquitetura exterior como no interior. Os azulejos que cobrem a fachada lateral foram colocados em 1912. São da autoria de Silvestre Silvestri e são alusivas ao culto de Nossa Senhora.

Pinto da Costa – O homem que colocou o FC Porto no topo
7 Novembro, 2017 / ,

Apesar de em tempos ter jogado futebol, não foi a marcar golos que se destacou no FC Porto. A sua visão para o clube, a estratégia que delineou e uma liderança forte transformaram o FC Porto num dos clubes mais prestigiados do mundo.

Jorge Nuno Pinto da Costa não é apenas adorado pelos adeptos do seu clube, que entoam cânticos com o seu nome durante os jogos e que lhe chamam carinhosamente “O Papa”. É também o presidente com mais títulos de futebol conquistados ao comando de um clube: duas Taças dos Campeões/Liga dos Campeões, duas Taças Intercontinentais, duas Taças UEFA/Liga Europa, uma Supertaça Europeia, 20 Campeonatos nacionais, 12 Taças de Portugal e 20 Supertaças.

Desde 13 de janeiro de 2017 deste ano que é também o dirigente que mais tempo liderou um clube a nível mundial: ao 12.684.º dia ultrapassou Santiago Bernabéu (ex-presidente do Real Madrid).

 

Nasceu em Cedofeita, no Baixa do Porto, a 28 de dezembro de 1937, numa família da alta burguesia, mais interessada na cultura do que no desporto. No entanto, um dos seus tios era já fervoroso adepto do FC Porto e levou-o a ver o seu primeiro jogo de futebol no Campo da Constituição. Viria a tornar-se sócio do clube e, depois de concluído o ensino secundário, deixou de ser apenas um adepto para se envolver em cargos relacionados com a gestão do clube. Começou a trabalhar na secção de hóquei em patins, passou pelo boxe e por outras modalidades.

 

 

A entrada no departamento de futebol aconteceu em 1976. Em 1978 o FC Porto volta a ser campeão nacional, 19 anos depois. O clube parecia ter iniciado um ciclo vitorioso, mas em 1980 Pinto da Costa desentendeu-se com a direção e afastou-se. Em 1982 candidatou-se pela primeira vez à liderança do clube e ganhou com 95% dos votos. O resto é uma história de sucesso.

Durante os anos 80 o FC Porto ganha prestígio nacional e internacional; nos anos 90, conquista pela primeira vez cinco títulos nacionais consecutivos. Na primeira década do século XXI, mais títulos, destacando-se a Taça UEFA em 2003 e a Liga dos Campeões e a Taça Intercontinental em 2004.

Às vitórias no futebol somam-se triunfos noutros desportos, bem como obras de relevo: o rebaixamento do antigo Estádio das Antas, a construção do Estádio do Dragão, do Dragão Caixa e do Museu do FC Porto.