Sabia que?

Um navio esteve 20 anos encalhado na praia?
16 Julho, 2018 /

Um naufrágio ocorrido em 1975 deixou vestígios durante duas décadas. A proa do petroleiro Jakob Maersk esteve durante décadas encalhada junto ao Castelo do Queijo, como que recordando a tragédia.

No dia 29 de janeiro de 1975, o petroleiro dinamarquês Jakob Maersk, carregado com 84 mil toneladas de crude, dirigia-se para o Porto de Leixões, mas terá embatido numa rocha no fundo do mar. A casa das máquinas explodiu, o navio partiu-se em três e incendiou-se. O barulho da explosão e a enorme nuvem de fumo negro sobressaltaram a população local, que ainda hoje recorda esse dia fatídico.

O incêndio, que durou três dias, era visível a centenas de quilómetros de distância e provocou, na altura, problemas respiratórios em muitos habitantes de Matosinhos. Sete tripulantes do barco morreram, vários ficaram feridos e o crude espalhou-se por uma enorme extensão.

A zona central do petroleiro e a popa afundaram-se. A proa flutuou durante vários dias, encalhando junto ao Castelo do Queijo, onde ficou durante 20 anos, até ser removida.

Esta torre tem uma lenda?
6 Junho, 2018 / ,

Perto do Palácio de Cristal, uma torre medieval lembra uma história de arrogância e ganância que acabou mal.

Pertencente à casa brasonada que fica nas esquinas das ruas D. Manuel II e Júlio Dinis, esta torre medieval, classificada como Monumento Nacional, é também conhecida como Torre de Pedro Sem, recordando a lenda de um homem muito rico, que acabou os seus dias sem nada e a pedir esmola.

Segundo a lenda, no século XVI este palácio era habitado por um homem riquíssimo, proprietário de várias naus usadas para o comércio de especiarias e metais preciosos. Conta-se também que parte da sua riqueza tinha sido obtida emprestando dinheiro a juros elevados, arrastando muita gente para a pobreza.

Certo dia, ansioso pela chegada das suas naus, subiu à torre para dali poder avistar os barcos à entrada da Barra do Douro. Eufórico, terá gritado que a sua riqueza era tão grande que nem Deus seria capaz de o fazer pobre. Nesse momento, levantou-se uma tempestade que afundou todas as suas naus. E o castigo pela blasfémia foi ainda maior: um raio atingiu a torre, destruindo a casa e todos os seus bens.  Pedro Sem perdeu tudo e acabou os seus dias como mendigo.

Cerveja made in Portugal
26 Abril, 2018 / ,

A cerveja é uma das bebidas preferidas em qualquer altura do ano, mas é no verão que sabe melhor, a acompanhar uma refeição leve, numa tarde na esplanada ou até num concerto ao ar livre.

Cerveja e verão combinam bem e complementam-se. Talvez por isso, os portugueses, para além de grandes apreciadores de cerveja, são também produtores de marcas reconhecidas internacionalmente. É o caso da Super Bock, fabricada a poucos quilómetros do Porto, que é única marca no mercado a ganhar 36 medalhas de ouro no concurso internacional Monde Selection da la Qualité. A cor, o sabor, a espuma e o corpo são únicos e fazem com que seja a preferida dos portugueses e estrangeiros que visitam Portugal. A mesma fábrica produz também a Cristal, a cerveja mais antiga do mercado português. Existe desde 1890 e também já conquistou várias medalhas de ouro. Para quem prefere cervejas com menos álcool, a Cheers garante o melhor sabor e mais leveza.

Um sabor único com séculos de tradição – O que precisa de saber sobre o Vinho do Porto
18 Abril, 2018 / , , ,

Produzido na Região Demarcada do Douro, é mundialmente famoso e pode ser saboreado nas mais diversas ocasiões.

Os socalcos e o clima do Douro aliam-se à experiência adquirida durante séculos para criar um vinho único no mundo, com um aroma e sabores exclusivos, que apresenta uma grande diversidade de cores – que vão desde o retinto ao branco pálido, passando pelo branco dourado) e doçuras (muito doce, doce, meio-seco ou extra seco).

O tipo de envelhecimento leva a dois tipos diferentes de Vinho do Porto. Os vinhos Ruby mantêm a cor tinta, o aroma frutado e o vigor dos vinhos jovens. Em termos de qualidade, podem ser divididos em Ruby, Reserva, Late Bottled Vintage (LBV) e Vintage. Os vinhos das melhores categorias, principalmente o Vintage, podem ser guardados vários anos, pois envelhecem bem em garrafa.

Os Tawny são obtidos por lotação de vinhos de grau de maturação variável, através do envelhecimento em cascos ou tonéis. As cores podem ser o tinto-alourado, alourado ou alourado-claro e os aromas evocam os frutos secos e a madeira, características que são acentuadas com a idade. As categorias existentes são: Tawny, Tawny Reserva, Tawny com Indicação de Idade (10 anos, 20 anos, 30 anos e 40 anos) e Colheita. Podem ser consumidos pouco depois de engarrafados.

Os órgãos de tubos que funcionam desde 1779
15 Janeiro, 2018 / , ,

Os Órgãos Históricos dos Clérigos continuam a funcionar perfeitamente, apesar de já terem mais de 200 anos.

São da autoria do espanhol Dom Sebastião de Acunha e, tal como o edifício em que estão inseridos, são um notável exemplo do estilo Barroco que caraterizou o final do século XVIII. A caixa do órgão do lado da epístola é encimada por uma lua; a caixa do lado do evangelho por um sol. A unificação destes dois elementos remete para a ideia de absoluto e totalidade.

Em 2015, estes órgãos passaram a tocar diariamente, sempre à mesma hora (ao meio-dia), muitas vezes com os dois órgãos históricos em simultâneo e por vezes com a participação de cantores. Estes concertos gratuitos encantam os portuenses e os turistas e são mais uma atração para um local já muito procurado e apreciado por quem visita a cidade.

Em dezembro de 2017 foi celebrado o Concerto de Órgão nº 1000. Foi um dia especial, que contou com a presença de dois organistas e de uma soprano. Mas todos os dias pode celebrar a longa vida destes históricos órgãos de tubos e desfrutar da sua música.

 

O Porto já recebeu a Fórmula 1?
17 Outubro, 2017 /

Em 1958 e 1960 os melhores pilotos do mundo correram no Porto. O circuito urbano da Boavista atraiu centenas de milhares de pessoas.

A 24 de agosto de 1958 a Fórmula 1 fez a sua estreia em Portugal, trazendo, entre outros, nomes como Stirling Moss, Mike Hawthorn, Jack Brabham, Graham Hill e a primeira mulher a pilotar um Fórmula 1 – Maria Teresa de Filippis. Numa corrida a que terão assistido mais de 100 mil pessoas, Stirling Moss acabou por vencer. Moss e Hawthorn lutavam pelo título, mas protagonizaram um grande momento de fair-play: na saída de Antunes Guimarães,  Hawthorn falhou a travagem e não conseguiu pôr o seu Ferrari a trabalhar. Tentou empurrá-lo no sentido do Circuito, mas como o percurso era a subir, virou o carro ao contrário e, graças à inclinação, conseguiu finalmente pôr o carro a funcionar. Os Comissários Desportivos investigaram a possibilidade de ter havido uma violação do regulamento, mas Stirling Moss testemunhou dizendo que Hawthorn empurrara o Ferrari fora da pista. Um gesto de desportivismo muito importante: Hawthorn acabou por vencer o Campeonato do Mundo, com um ponto de vantagem sobre Moss.

Em 1960, a Fórmula 1 regressou ao Porto e ao Circuito da Boavista. Jack Brabham obteve a quinta vitória nesse ano, conquistando assim antecipadamente o seu segundo título mundial.

 

A Avenida da Boavista é a maior rua do Porto?
26 Junho, 2017 /

São 5,5 quilómetros de extensão, entre o Hospital Militar e o Castelo do Queijo, em que é possível conhecer o passado e o presente da cidade.

A maior rua do Porto só surgiu em meados do século XIX, sendo, já nessa altura, uma das zonas mais nobres da cidade. Os palacetes então construídos pelas famílias mais ricas do Porto (nomeadamente os emigrantes que tinha feito fortuna no Brasil) ainda existem, mas já sem a função habitacional a que foram destinados.

A Avenida da Boavista é hoje um local de negócios e de lazer, onde os edifícios de escritórios e de lojas coabitam com restaurantes, cafés e hotéis, numa paisagem onde se misturam influências de várias épocas.

Na parte norte da avenida destacam-se o edifício da Casa da Música e o Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular, no centro da Rotunda da Boavista. Seguem-se quilómetros de comércio e serviços mas, à medida que se avança para sul, a proximidade do mar e do Parque da Cidade fazem esquecer a agitação e convidam a momentos de lazer.

(EN) A 17 kilometers road
8 Maio, 2017 /

A Circunvalação servia para cobrar impostos?

A estrada que contorna o Porto tem 17 quilómetros de extensão, entre a zona de Campanhã e o mar. Terá sido construída com base num traçado militar e chegou a ter 13 locais destinados a cobrar impostos sobre os bens que entravam no Porto.

A construção da Estrada da Circunvalação (Estrada Nacional 12) começou em 1889 e teve como origem um traçado militar, já que existiam fossos com 2 a 3 metros de profundidade no local onde está agora a placa central.

O seu principal objetivo era fiscalizar os bens que entravam na cidade por via terrestre, cobrando os respetivos impostos. Ao longo da estrada existiam 13 pequenos edifícios (Esteiro, Freixo, Campanhã, São Roque, Rebordões, Areosa, Azenha, Amial, Monte dos Burgos, Senhora da Hora, Pereiro, Vilarinha e Castelo do Queijo) em que os funcionários da Coroa, do Bispado e do Município cobravam as respetivas taxas. Por exemplo, o “Real da Água”, um imposto extinto em 1922, incidia sobre a carne, bebidas alcoólicas, arroz, vinagre e azeite. As receitas destinavam-se a arranjar canos, fontes e aquedutos que forneciam água às populações. Em 1943 foram suprimidos todos os impostos municipais indiretos.

Muitos destes postos de cobrança foram entretanto demolidos, mas alguns ainda resistem.

 

Os espanhóis no Porto
7 Maio, 2017 /

A proximidade geográfica, sobretudo com a Galiza, criou desde tempos remotos condições para a existência de fortes relações entre os espanhóis e a cidade.

As origens do Porto e da Galiza são partilhadas, já que terão sido surgido ainda no século I d.C., quando a zona a Norte do Rio Douro era habitada por povos Calaicos. Quando a Península Ibérica foi conquistada pelos árabes, muitos habitantes refugiaram-se na Galiza e daí terá partido o repovoamento do Porto. O primeiro bispo do Porto tinha sido cónego em Compostela; o primeiro foral do Porto foi outorgado em 1124, ainda antes da própria fundação de Portugal enquanto país.

Entre os séculos XVI e XVII intensificou-se o comércio com a Galiza; posteriormente, as trocas comerciais seriam alargadas a zonas mais distantes, como a Andaluzia, Castela ou Barcelona. A emigração ente os dois países, motivada por razões políticas ou económicas, foi constante ao longo dos séculos. E a própria revolução liberal portuguesa (1820), que teve o seu epicentro no Porto, foi muito influenciada pela revolução espanhola. O primeiro vice-cônsul espanhol chegou à cidade em meados do século XVIII e no século XIX a colónia espanhola no Porto representava cerca de 60% do total de estrangeiros.