Sugestões

Exposição Escher na Alfandega
29 Março, 2019 / , , ,

O Hey Porto falou com Frederico Guidiceandrea, um dos curadores da exposição e um grande especialista da obra de M.C. Escher

– O que pode o público esperar desta exposição no Porto?

Esta exposição cobre toda a carreira artística de MC Escher, começando pelos seus trabalhos iniciais que reflectem a influência do seu professor, Jesserun de Mesquita, um expoente máximo da arte nova nos Países Baixos. Um espaço importante é dedicado ao período italiano, às imagens nocturnas de Roma, às paisagens do sul de Itália e aos estudos da natureza.

Nas zonas seguintes são apresentados os seus trabalhos mais conhecidos: as tesselações, os edifícios impossíveis, as fitas, os sólidos regulares, as superfícies reflectivas e as metamorfoses. A exposição continua com trabalhos esporádicos que MC Escher criou por encomenda tal como bookplates, cartões comemorativos, selos postais e outros.

A exposição termina com um amplo espaço dedicado à Eschermania, onde é demonstrada a influência de MC Escher na iconografia dos séculos 20 e 21. Capas de livros, posters psicadélicos, capas de LPs, banda desenhada, revistas, clips de vídeo e trabalhos de artistas contemporâneos inspirados em MC Esher.

Ao longo da exposição uma série de jogos experimentais trazem o público ao mundo de MC Escher. É possível experienciar os paradoxos da percepção codificados pelas leis de Gestalt e entrar fisicamente em algumas obras do artista.

– Como define a arte de Escher?

A arte de Escher pode ser interpretada por camadas. À primeira vista o espanto prevalece, e depois ao observar mais profundamente poderá descobrir mais e mais detalhes: paradoxos de percepção, estruturas matemáticas, referências à paisagem italiana e aos grandes artistas do passado. Todas as vezes que monto esta exposição, apesar de já ter visto as obras centenas de vezes, descubro sempre algo novo.

– Quais são as suas principais referências?

A sua principal influência, especialmente na sua fase inicial, é certamente a arte do seu mentor Jesserun de Mesquita, que foi um importante expoente da arte nova holandesa. Mais tarde em Itália tomou contacto com os expoentes do Futurismo, em particular com um movimento chamado ‘Aeropittura’ que retratava cenas e paisagens de cima com um uso incomum de perspectiva. Nos seus últimos trabalhos a maior influência veio do contacto com o mundo da matemática, especialmente da correspondência que manteve com importantes matemáticos como Roger Penrose or Harlod Coxeter que foi base de muitos trabalhos icónicos.

– Escher é intrigante, perturbador, desconcertante, um verdadeiro génio. Concorda?

Sim, o seu trabalho captura várias tendências da sociedade tecnológica. Teorias científicas modernas tais como a teoria da relatividade ou da física quântica mudaram profundamente a modo como vemos o mundo. O mundo não é como o observamos, numa escala muito grande ou muito pequena pode ser muito contra-intuitivo e paradoxal. MC Escher, através das suas tesselações e estruturas impossíveis, abre uma janela que nos permite ver a complexidade do mundo.

As Sugestões de Fernando Vaz
15 Janeiro, 2019 / ,
  1. Restaurante

Euskalduna.

Nasceu há dois anos. O Euskalduna. Um restaurante fora do espaço e do tempo. Naquele balcão aonde o amor é servido em forma de boletos ou ovas de peixe-galo. Com ervas, raspas e reduções. Texturas e sabores. Elementos. Sucos. Aromas. A xara e a cavala, gamba e pombo parecem saídos de uma fábula. E a rabanada que encerra a refeição é uma metáfora que nos recorda que o que é perfeito não precisa de nada. É através de pequenas insignificâncias que o Vasco viaja em busca da perfeição. Num caldo de frango fumado para temperar uma lula. Numa gema a baixa temperatura para tornar sublime um boleto laminado. Num suco de carabineiro que dá um toque divino a uma açorda de gambas. Na goma dum bago de arroz carolino. Ou naquele pão que o Rui amassou.A repetir para os que lá foram. A descobrir para quem se encanta com a elegânc ia da boa comida e ainda não encontrou o melhor destino para esse fim na mui nobre e invicta cidade do Porto

  1. Passeio

O Porto verde. No Parque. Podia ser no da Cidade. Escutando por entre plátanos e choupos o murmúrio de Nick Cave a empurrar o céu. Ou em Serralves. Percorrer a Clareira das Azinheiras com Richard Serra. Atravessar a Alameda com Claes Oldenburg. Contemplar o céu no Roseiral com Anish Kapoor e o Sky Mirror. Sentir o afago da luz no Lago e no Prado. E acabar na Casa de Chá para como Lou Reed beber sangria no Parque e cantar “Oh It’s such a perfect day, I,m glad I spent it with you”.

 

 

 

  1. Exposição

Miró de regresso a Casa. Em Serralves. Algumas obras da colecção do Estado português encontram quadros da colecção das Fundações Miró e Mapfre.  Uma exposição focada no período que antecedeu a grande retrospectiva de Miró no Grand Palais, em Paris no ano de 1973. Tensão e raiva na morte da pintura. Criação e destruição. Quadros dilacerados. Queimados. Assassinados. Morrer para renascer, para se reinventar. Novos materiais. Ready made art. Sacos, baldes, caixas de vinho. Algumas obras que já não eram exibidas há perto de quarenta anos. E os Sobreteixims que já conhecemos de   “Materialidade e Metamorfose”. “Miró e a Morte da Pintura”. Mais uma grande exposição em Serralves. À sua espera até 3 de Março.

Porto – Dois Locais a Visitar
14 Janeiro, 2019 / ,

PONTO 1: CAPELA FAROL S.MIGUEL O ANJO

O Farol-Capela de São Miguel-O-Anjo foi o primeiro farol construído de raiz em Portugal e uns dos primeiros de todo o mundo. Foi edificado em 1527 na zona da Cantareira, por encomenda de D.Miguel da Silva – Embaixador do Rei junto do Papa, Bispo de Viseu e Abade Comendatário do Mosteiro de Santo Tirso.

As influências vividas e trazidas da sua estadia em Itália inspiraram a construção daquele que é considerado o primeiro edifício renascentista português. Tal como o Panteão de Roma, a capela do farol apresenta uma planta centralizada, onde o espaço sagrado se situa no ponto central do espaço. Originalmente o farol estava embutido nos rochedos do rio Douro mas no final do século XIX foi cercado pela construção do novo molhe.

Ainda que presentemente esteja fechado ao público devido ao seu mau estado de conservação, vale a pena visitar este monumento e o seu contexto. Ver ao fundo a linha do mar, imaginar todo o trânsito que por lá passou ao longo dos séculos e ler de perto a inscrição na parede de pedra que vai resistindo à erosão dos tempos.

O farol aguarda agora obras de requalificação que irão incluir uma exposição própria sobre a história do monumento.

 

 

PONTO 2: MIRADOURO DE SANTA CATARINA

O miradouro de Santa Catarina é, simultaneamente, o largo da Capela de Santa Catarina e Senhora dos Anjos, lá no alto da freguesia de Lordelo do Ouro. O largo de dimensão acolhedora é circundado por um muro de pedra que nos protege da escarpa e nos convida a aproximar.Aqui somos invadidos pela ampla vista para o estuário do rio Douro. Ao alcance está grande parte da margem sul do Douro, o jardim do Calém, a ponte da Arrábida, o verdejante Parque da Pasteleira e o casario até ao mar. Ao debruçarmo-nos sobre o muro podemos contemplar a topografia que desce em socalcos ou espreitar os pátios e jardins das famílias vizinhas.

 

O largo foi recentemente requalificado e a capela encontra-se também em bom estado. Na despojada fachada branca destacam-se as figuras em azulejo de Santa Catarina e da Senhora dos Anjos. A capela abre aos sábados para celebração da missa às 17h. A visita pelo fim-da-tarde permite admirar o bonito pôr do sol.

 

Noite no Porto
10 Janeiro, 2019 / , ,

Necessário é começar esta jornada com a barriga forrada. Criar uma muralha que se dispõe a proteger-nos das agressões que nos estamos prestes a sujeitar. Para

isso, não há melhor que uma francesinha. O local? O Requinte, ainda em Matosinhos, que promete proteger todos aqueles que se aventuram no Porto.

A noite é um crescendo, e, se jantamos em Matosinhos é necessário começar a subir a Avenida da Boavista onde, a meio dela, é obrigatório fazer uma pit stop no Bar 1900, no Foco. O ambiente jovem e a mística que o cobre, são sinais de um futuro promissor. Aí, bebe-se cerveja, minis geladas, ou cocktails brilhantemente preparados pelo seu dono: o Martins, como por todos é conhecido.

No entanto, isto é só um warm-up. Quando começam a soar as dozes badaladas e os sinos reconhecem a viragem do dia, é tempo de nos fazermos ao mar e continuar a subir a Boavista em direção à Baixa do Porto. Aí, o mundo começou. Adega Sports, Adega D.Leonor e o 77 são os pontos de paragem obrigatória. Também, esses locais não são eternos e quando o seu fecho se começa a tornar previsível chega a hora das indecisões: dar um pézinho de dança ou “partir” uma noite. Para quem está disposto a tornar a sua noite épica, na minha opinião, só há um local a ir: Bôite. Espaço refinado, cantos de muitas histórias, onde somos bem servidos e bem recebidos, com a música da voga e um ambiente de loucura mais ou menos generalizado. No entanto, para os menos aventureiros, o Rendez Vous ou Porto Tónico são sempre bons lugares para esticar as pernas. Estes nunca desiludem e são um porto seguro de diversão comedida.

É necessário terminar como começamos, na Rainha da Foz acompanhados de uma francesinha ou de uns “panados à Rainha” e um fino, gargalhadas e recordações de uma noite recente que promete perdurar na nossa memória.

 

Zeca Couceiro da Costa

Sugestões de Paulo Sarmento e Cunha
7 Dezembro, 2018 / ,

Vivo na Baixa do Porto há 15 anos, desde o tempo em que a zona era decadente e insegura aos olhos da maioria, mas não dos meus.

A Baixa do Porto tem um carácter forte, com espaços envoltos por edifícios com história e tradições. É daqui que parto frequentemente para passeios, normalmente a pé ou de transportes públicos.

Conheço bem a Cidade onde vivo. Fui descobrindo os seus cantos ao longo dos anos, desde onde o rio encontra o mar, até ao canto oposto,  em que a cidade se apresenta ainda fortemente marcada pela era industrial de outros tempos.

Não existem muitos sítios públicos da Cidade por onde eu não tenha passado, alguns bem vívidos e que me preenchem a memória.

Porém, a Cidade surpreende-me sempre. Os sítios renascem e  renovam-se e, por isso, com frequência me sinto turista na minha própria cidade.

Serei turista quando for de novo à Quinta do Barão de Nova Sintra, depois da recente requalficação, o que o fez merecer o nome de “Jardins Românticos de Nova Sintra” para voltar a passear e ver as fontes e chafarizes de sempre e verificar como se integrou a nova escultura de Julião Sarmento no novo Jardim.

Será também um gosto revisitar o Parque da Pasteleira para conhecer a transformação que está a ser sujeita o antigo reservatório de água para acolher um dos pólos do Museu da Cidade. Estou com  curiosidade para saber como será cuidada a história da Cidade dentro das sucessivas células de água do antigo reservatório.

Os meus dias começam normalmente cedo. Tento manter este hábito aos fins-de-semana e sair logo de casa para aproveitar as manhãs. Evito, por isso, a noite e o ambiente de bares. Prefiro cafés e neles gosto de ler à luz do dia. O meu preferido é o Guarany, em plena Av. dos Aliados. Com muita arábica, o gosto do café prolonga-se.

 

Quanto a Restaurante, tenho uma particular relação com o Euskalduna Studio, na Rua de Santo Ildefonso. Nunca consegui lá jantar. “Desculpe, não temos mesa”, “Lamento, estamos cheios ..”, são as respostas com que me tenho frequentemente deparado. Vou tentando …

Para ouvir música …. , naturalmente a Casa da Música.

Restaurante O Ernesto
18 Outubro, 2018 / ,

Fundado em 1968 pelo pai do atual proprietário, este espaço, onde impera a gastronomia tradicional portuguesa, possui duas amplas salas e um terraço ideal para os dias mais quentes.

A carta de vinhos é diversificada e tem presentes as principais regiões do país. Ainda que tenha diariamente várias ofertas de pratos de carne e de peixe, a especialidade são os filetes de polvo com arroz do mesmo.

 

Rua da Picaria, Nº 85
Porto
Telefone: 00351 222002600

Ferrimex: tudo o que precisa para o “faça você mesmo”
15 Outubro, 2018 / ,

Para quê comprar se pode alugar? A Ferrimex tem ferramentas para as pequenas reparações domésticas.

A Ferrrimex apresenta um leque alargado de produtos e serviços inovadores para bricolage, pequenas reparações, obras de remodelação, iluminação e jardinagem. Na loja física – situada na zona da Boavista – ou da virtual, encontrará produtos de qualidade superior a um preço bastante acessível.

A empresa aposta também na inovação e tem disponível um serviço de aluguer de ferramentas, destinado a quem precisa de fazer uma pequena reparação e não quer investir em algo que provavelmente não voltará a usar.

Saiba mais sobre este serviço inovador através dos seguintes contactos:

 

Ferrimex Home & Office, Rua João de Deus, 58 Porto

Telefone: +351 223 264 249

Email: comercial@ferrimex.pt

www.ferrimex.pt

 

Sugestões – Marco lo Faro (Erasmus)
15 Outubro, 2018 / , ,

Nacionalidade: italiana

Experiência internacional: estágio ao abrigo do programa Erasmus+

Antes do Porto, as minhas paragens de Erasmus foram Madrid e Barcelona: duas cidades populosamente cheias de vida. No entanto, o meu tempo no Porto foi de longe o melhor que eu poderia ter imaginado. E comunidade internacional vibrante que o Porto oferece. Assim que cheguei senti-me bem-vindo e tive a sensação de que todos se conheciam ou queriam ser amigos.

 

  1. Uma sugestão de restaurante a ir no Porto

Tasquinha dos sabores (restaurante favorito)

 

  1. Um bar que é mesmo preciso conhecer

Labirintho Bar

 

  1. Um passeio a dar pelo Porto

Rua Santa Catarina para dar um passeio e ir às compras

 

  1. Um local para estudar

Livraria Lello para estudar ou para ir quando se está com falta de motivação para estudar. Este lugar inspira qualquer um a escolher um livro e começar a ler.

 

  1. Um segredo da cidade do Porto

Ponto Panorâmico desde o Guindalense Futebol Clube.

 

Sugestões – Elien Declerck (Erasmus)
15 Outubro, 2018 / , ,

Nacionalidade: belga

Experiência internacional: estágio e atualmente está a viver e a trabalhar no Porto, cidade para onde se mudou por aqui ter encontrado o seu namorado.

  1. Uma sugestão de restaurante a ir no Porto

Bira dos namorados, na Rua de Ceuta. É um restaurante que abriu recentemente, mas que já existia em Braga. É uma hamburgueria e pregaria, com uma ementa simples mas muito boa. Adoro o espaço porque está repleto de motivos minhotos com um estilo próprio e é quase tudo construído através de materiais reutilizados.

  1. Um bar que é mesmo preciso conhecer

Capela Incomum, na Travessa do Carregal, na zona de Cedofeita. É um bar dentro de uma antiga capela do século XIX.

 

  1. Um passeio a dar pelo Porto

Recomendo muito um passeio de bicicleta, junto do rio Douro, até o Foz. Há vários sítios junto da Ribeira onde se pode alugar uma bicicleta, por isso, não há desculpas para não fazer este passeio. Depois, quando chegar ao Foz, é obrigatório comer peixe num dos restaurantes!

 

  1. Um local para estudar

E-Learning Café no Jardim Botânico. Além de ser um espaço para estudar, o e-learning café também organiza vários eventos académicos e culturais. O jardim é o cenário perfeito para fazer uma pausa e um piquenique, antes de voltar a estudar.

 

  1. Um segredo da cidade do Porto

O ingrediente secreto do molho da francesinha! Ainda não descobri. O Porto tem vários restaurantes bons para comer francesinha. O meu favorito é o restaurante Santiago. Foi lá onde comi a minha primeira francesinha e fiquei fã!

Parque Oriental
21 Setembro, 2018 / , ,

É um dos espaços verdes menos conhecidos, o que o torna mais tranquilo e ideal para passear, relaxar ou praticar desporto.

Projetado pelo mesmo autor do Parque da Cidade – o arquiteto paisagista Sidónio Pardal – o Parque Oriental beneficia da proximidade do Rio Tinto e muitos dos percursos são antigos caminhos rurais, que atravessavam os campos. Este ambiente bucólico e tranquilo, em que predominam pinheiros e sobreiros, é perfeito para relaxar ou para fugir do calor nos dias mais quentes de verão.

As flores silvestres e alguns exemplares de camélias, rododendros e azáleas dão mais cor a este espaço, tornando-o ainda mais agradável para quem gosta de estar em contacto com a natureza.

Com nove hectares de extensão, este parque é igualmente ideal para caminhar, correr ou andar de bicicleta, recebendo muitas vezes iniciativas destinadas a promover a atividade física.

Alameda de Azevedo, Porto