Curiosidades

Cerveja made in Portugal
26 Abril, 2018 / ,

A cerveja é uma das bebidas preferidas em qualquer altura do ano, mas é no verão que sabe melhor, a acompanhar uma refeição leve, numa tarde na esplanada ou até num concerto ao ar livre.

Cerveja e verão combinam bem e complementam-se. Talvez por isso, os portugueses, para além de grandes apreciadores de cerveja, são também produtores de marcas reconhecidas internacionalmente. É o caso da Super Bock, fabricada a poucos quilómetros do Porto, que é única marca no mercado a ganhar 36 medalhas de ouro no concurso internacional Monde Selection da la Qualité. A cor, o sabor, a espuma e o corpo são únicos e fazem com que seja a preferida dos portugueses e estrangeiros que visitam Portugal. A mesma fábrica produz também a Cristal, a cerveja mais antiga do mercado português. Existe desde 1890 e também já conquistou várias medalhas de ouro. Para quem prefere cervejas com menos álcool, a Cheers garante o melhor sabor e mais leveza.

Queima das Fitas – A grande festa dos estudantes do Porto
26 Abril, 2018 / , , ,

De 6 a 12 de maio os estudantes universitários do Porto estão em festa e a cidade é invadida por uma enorme onda de cor e alegria. Concertos, um gigantesco cortejo e várias atividades culturais envolvem mais de 350 mil estudantes.

A tradição mantem-se há décadas. Durante uma semana, os estudantes universitários do Porto estão em festa, saindo à rua com os trajes académicos, vestes negras que ganham cor cartolas, bengalas e fitas nas pastas que ostentam a cor de cada curso. A festa começa com uma monumental serenata, às zero horas de domingo, dia 6. Na terça-feira, durante a tarde e noite, os estudantes percorrem as ruas da cidade num cortejo que acaba por envolver os seus familiares, os portuenses e os turistas. O cortejo começa junto à Reitoria da Universidade do Porto e termina nos Aliados.

A Missa da Bênção das Pastas, que também tem lugar nos Aliados, é outro dos pontos altos de um intenso programa, que inclui também concertos no Parque da Cidade.

Igreja de Santo Ildefonso
18 Abril, 2018 / , , ,

A Igreja de Santo Ildefonso tem cerca de 11.000 azulejos na frontaria e nos lados das torres sineiras.

Estes azulejos são da autoria de Jorge Colaço, que também criou os azulejos da Estação de São Bento, e representam cenas da vida de Santo Ildefonso e do Evangelho. Foram colocados apenas em 1931, mas a construção da igreja é bastante mais antiga.

A Igreja de Santo Ildefonso começou a ser construída em 1709, tendo a primeira fase (ainda sem as torres sineiras) ficado concluída em 1730. No interior destacam-se oito vitrais e um retábulo em talha barroca e rococó da primeira metade do século XVIII, da autoria de Nicolau Nasoni. Ao visitar esta igreja, situada em plena Baixa do Porto, não deixe de prestar atenção a duas grandes telas de 5,80 x 4,30 metros, suspensas nas paredes laterais, pintadas entre 1785 e 1792.

Na zona do coro existe um órgão de tubos do início do século XIX, que foi restaurado. A igreja apresenta também vestígios de um antigo cemitério, descoberto aquando das obras de recuperação do pavimento realizadas em 1996.

Foi a partir da escadaria desta igreja que em 1891 foram disparados os tiros que acabariam com a revolução que foi a primeira tentativa de implantação da República em Portugal.

Um sabor único com séculos de tradição – O que precisa de saber sobre o Vinho do Porto
18 Abril, 2018 / , , ,

Produzido na Região Demarcada do Douro, é mundialmente famoso e pode ser saboreado nas mais diversas ocasiões.

Os socalcos e o clima do Douro aliam-se à experiência adquirida durante séculos para criar um vinho único no mundo, com um aroma e sabores exclusivos, que apresenta uma grande diversidade de cores – que vão desde o retinto ao branco pálido, passando pelo branco dourado) e doçuras (muito doce, doce, meio-seco ou extra seco).

O tipo de envelhecimento leva a dois tipos diferentes de Vinho do Porto. Os vinhos Ruby mantêm a cor tinta, o aroma frutado e o vigor dos vinhos jovens. Em termos de qualidade, podem ser divididos em Ruby, Reserva, Late Bottled Vintage (LBV) e Vintage. Os vinhos das melhores categorias, principalmente o Vintage, podem ser guardados vários anos, pois envelhecem bem em garrafa.

Os Tawny são obtidos por lotação de vinhos de grau de maturação variável, através do envelhecimento em cascos ou tonéis. As cores podem ser o tinto-alourado, alourado ou alourado-claro e os aromas evocam os frutos secos e a madeira, características que são acentuadas com a idade. As categorias existentes são: Tawny, Tawny Reserva, Tawny com Indicação de Idade (10 anos, 20 anos, 30 anos e 40 anos) e Colheita. Podem ser consumidos pouco depois de engarrafados.

Francesinha – Receita
18 Abril, 2018 / ,

A inspiração veio do croque-monsieur, mas o molho inventado num restaurante do Porto e os ingredientes portugueses deram-lhe um sabor único. É um dos pratos típicos do Porto, ideal para os dias e noites mais frios. Eis uma receita simples para fazer quando regressar a casa e sentir saudades do Porto.

Molho:

1 Cerveja

1 cubo de Caldo de Carne

1 Folha de Louro

1 Colher de sopa de margarina

1 Cálice de brandy ou vinho do porto

1 Colher de sopa de farinha de amido de milho

2 Colheres de sopa de polpa de tomate

1 dl de leite

Piripiri q.b.

Modo de preparação

Dissolva bem a farinha com o leite e adicione os restantes ingredientes. Com a varinha mágica triture o preparado. Leve ao lume até ferver e engrossar um pouco mexendo sempre para não pegar.

Sande:

4 fatias de Pão de forma (sem côdea)

2 bifes

2 salsichas

2 linguiças

2 fatias de queijo

2 fatias de fiambre

Tempere as bifanas com sal e pimenta e grelhe-as. Grelhe também a salsicha e a linguiça. Torre ligeiramente as fatias de pão de forma. Num prato que possa ir ao forno coloque 1 fatia de pão de forma, o bife, sobre esta a salsicha ao meio no comprimento e na largura, a fatia de fiambre e a linguiça cortada como a salsicha. Tape com a outra fatia de pão de forma e coloque sobre esta 1 fatia de queijo. Depois de montadas as francesinhas, coloque sobre elas o molho bem quente e leve ao forno previamente aquecido para derreter o queijo.

O Porto e os ingleses – Uma amizade de séculos
18 Abril, 2018 / ,

É bem conhecida a influência dos ingleses na cidade por via do Vinho do Porto, mas a relação entre portuenses e britânicos é muito mais antiga.

O primeiro contacto terá acontecido em junho de 1147, quando os cruzados ingleses que se dirigiam à Terra Santa ficaram 11 dias no Porto à espera das forças comandadas pelo conde de Areschot e por Cristiano de Gistell, que se tinham separado da armada devido a um temporal. O primeiro rei de Portugal, Afonso Henriques, ao saber deste facto, procurou estabelecer um acordo com os seus chefes, convencendo-os a ajudar na conquista de Lisboa aos mouros.

O relacionamento intensificou-se durante a Idade Média, com o estabelecimento de relações comerciais. Panos, vinho, madeira, peles e pescado eram os produtos transacionados entre os dois países.

A 2 de fevereiro de 1367 a Sé do Porto foi palco do casamento entre D. João I e D. Filipa de Lencastre, uma união que teve como contrapartida o apoio dos britânicos na luta com Castela.  Em 1642, dois anos após a restauração da independência de Portugal, o Porto recebe o primeiro cônsul britânico, Nicholas Comerforde.

Nicolau Nasoni -A grande influência arquitetónica portuense
18 Abril, 2018 / ,

Reinou aqui por mais de 30 anos o arquiteto-pintor Nicolau Nasoni como uma espécie de rei das artes, efetivamente sem rivais.

 Chegou em 1725, com a idade de 34 anos (pois nasceu na Toscana em 1691), vindo de Valeta, da Ilha de Malta, onde trabalhara por alguns poucos anos para o grão-mestre português D. António Manuel de Vilhena.

A sua grande obra de Malta, foi a pintura dos corredores do palácio dos grão-mestres em Valeta, nos quais revelou o estilo que iria depois traduzir para o granito do Porto, em obras como a Sé, os Clérigos e a Igreja da Misericórdia. Roque de Távora, irmão do deão do cabido do Porto, terá recomendado Nasoni, por causa da sua espetacular capacidade de trabalhar.

 Nasoni, deu ao Porto aquela grandeza urbana, que nasce da posse de palácios e templos, conventos e casas nobres em grande escala, identificados com um génio artístico de primeira qualidade. E, no caso do grande artista portuense, esta distinção não se limita ao campo da arquitetura. Manifestou-se também na pintura, na escultura, tanto em pedra como na talha, na ourivesaria, no ferro forjado, para citar apenas alguns aspetos do génio do homem extraordinário, que enobreceu plasticamente a cidade do Porto.

 

Artigo retirado da revista “O Tripeiro”, nº7, Julho 1996, VI série, Ano VI

 

Boavista Futebol Clube – O clube das “camisolas esquisitas”
27 Março, 2018 / ,

Campeão português em 2000/01, o Boavista tem uma história de mais de 100 anos. Fundado por britânicos, chamou a atenção nos anos 90. O equipamento axadrezado levou a que ficasse conhecido em Itália como “o clube das camisolas esquisitas”.

Os ingleses, que devido aos negócios do Vinho do Porto tinham uma grande comunidade na cidade, introduziram o futebol no Porto. O The Boavista Footballers foi fundado em 1903, mas poucos anos depois, um desentendimento quanto aos dias em que se deveriam disputar os jogos – os portugueses preferiam o domingo, os britânicos queriam jogar ao sábado – fez com que os súbditos de Sua Majestade deixassem o clube.

 

 

Já como Boavista Futebol Clube, teve um grande crescimento ao longo das décadas seguintes. O ponto alto seria a conquista do campeonato português em 2000/01, mas a participação nas provas europeias já acontecia há alguns anos. E foi em 1991/92 que, durante uma eliminatória da Taça UEFA com o Inter de Milão, surgiu a alcunha de “clube das camisolas esquisitas”, numa referência ao equipamento preto e branco axadrezado.

O Estádio do Bessa, remodelado para o Euro 2004, tem um museu com a história do clube, um passeio da fama e duas esculturas da autoria de José Rodrigues em que a pantera, símbolo do clube, está em destaque.

 

 

 

O primeiro elétrico na Península Ibérica
12 Março, 2018 /

Até ao final do século XIX, as carruagens de tração animal eram o transporte mais comum. O primeiro elétrico surgiu na Alemanha, em 1879. Em setembro de 1895, seria a vez do Porto.

O Porto desenvolveu-se bastante durante o século XIX e na última década desse século tornava-se cada vez mais necessário encontrar um meio de transporte económico, que permitisse de forma mais rápida uma cidade em expansão. Chegou a ser ponderada a hipótese de usar ascensores nas ruas com maior declive, mas a opção acabaria por recair mesmo no elétrico. O Porto seria, assim, a primeira cidade da Península Ibérica a receber o elétrico.
A primeira linha foi inaugurada em 1895, ligando o Carmo à Arrábida, chegando mais tarde à Foz e Matosinhos. A chegada dos autocarros e o crescimento do número de automóveis ditaram uma diminuição no número de linhas e passageiros.

Atualmente há ainda três linhas em funcionamento:

Linha 1- faz a ligação entre o centro histórico e o Jardim do Passeio Alegre, ao longo das margens do rio Douro;

Linha 18 – liga Massarelos ao Carmo;

Linha 22 – percurso circular entre o Carmo e a Batalha/Guindais.