Jardim

As esculturas do Jardim de S. Lázaro
20 Janeiro, 2021 / , ,

Nas proximidades da Escola Superior de Belas Artes do Porto, espalhadas pelo Jardim de São Lázaro, há um conjunto de esculturas que não deve deixar de ver.

Estátua de de Barata Feyo

António Carvalho da Silva foi um pintor português que mais tarde adoptou, como apelido, o nome da sua cidade natal, ficando assim a ser conhecido como Silva Porto.

Estudou na Academia Portuense de Belas-Artes, estagiou em Paris e em Itália, e em 1879 regressou a Portugal.

Entre outros, recebeu a medalha de ouro da Exposição Industrial Portuguesa de 1884 e a primeira medalha do Grémio Artístico.

O busto de bronze é da autoria de Barata Feyo, um escultor e professor, que teve uma importante acção pedagógica enquanto professor da Escola de Belas-Artes do Porto.
Foi figura maior da segunda geração de escultores modernistas portugueses, do sec XX e esculpiu este busto em 1950,

Escultura Ternura de Henrique Moreira

A escultura Ternura está ao centro do jardim, e relembra os portugueses mortos na Grande Guerra de 1914-18.

Henrique Moreira formou-se na Academia Portuense de Belas-Artes.
Deixou-nos vastas obras notáveis, como a Floreira decorativa da Avenida dos Aliados A sua obra tem uma expressividade naturalista, e a tendência da Art Déco.

Escultura o Torso de João Cutileiro

João Cutileiro frequentou os estúdio de Jorge Barradas e de António Duarte como voluntário e foi com este ultimo que pela primeira vez teve contacto com a pedra.
Apresentou a sua primeira exposição individual em 1951, com apenas 14 anos.
Frequentou a Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, e da Slade School of Art em Londres.
As temáticas que abordava eram o amor, o desejo e a plenitude do ser, cuja revelação no domínio da natureza é celebrado com respeito e simplicidade.

Marques de Oliveira de Soares dos Reis

Pintor naturalista e crítico de arte, Marques de Oliveira, nasceu na cidade do Porto em 1853.
Na Academia Portuense de Belas-Artes, destacava-se como um dos melhores alunos no curso de Pintura Histórica.

Após uma breve passagem por Itália, regressou ao Porto. Teve uma carreira de ensino notável e introduz a pintura ao ar livre em Portugal com o desenho como base de todas as obras. A sua longa carreira de ensino foi considerada notável, e levou os alunos ao contacto directo com a natureza.

Em 1929, dois anos após a sua morte, o Porto prestou-lhe homenagem, inaugurando um monumento em sua honra da autoria do seu amigo e conterrâneo escultor naturalista Soares dos Reis, no Jardim de São Lázaro.

O porte altivo do grande paisagista é suportado por um busto de dimensões alongadas. A estrutura rectilínea e triangulada do rosto com pequenos toques angulosos e impressivos no cabelo, barba e sobrancelhas.

As esculturas de ferro dos jardins do Palácio
1 Outubro, 2020 / ,

Na segunda metade do Séc. XIX a Europa fervilhava com o progresso tecnológico resultante das várias transformações ocorridas durante a chamada ‘Revolução Industrial’.

Existem no Porto alguns exemplos arquitectónicos e estruturais dessa época e também alguns dos quais infelizmente restam apenas algumas memórias.

É o caso do Palácio de Cristal que recebeu o nome por ter sido inspirado no Crystal Palace em tudo semelhante, excepto na dimensão, que tinha sido construído em Londres com o mesmo propósito, ou seja, a instalação de uma exposição pública universal.
Mas se o ferro era agora utilizado como matéria prima em grandes fundições industriais aliado a obras geniais de Engenharia e Arquitectura, começava igualmente a ver as suas potencialidades aplicadas à Escultura. Permitia o mesmo tipo de detalhe e acabamento de metais mais nobres, mas com uma maior facilidade e economia de produção, bem como a possibilidade de produção em série de peças criadas por grandes mestres.

Assim, é comum haver nos espaços públicos ajardinados que por essa altura foram sendo criados nas cidades europeias, obras de escultura em ferro fundido.

Os jardins do Palácio de Cristal, ao contrário do edifício, foram preservados no seu desenho original e as suas Esculturas também. Se no caso do Edifício e nos aspectos estruturais e tecnológicos as origens eram inglesas, já os campos culturais e estéticos no Porto e na Europa eram ainda dominados pelas influências francesas, mais precisamente parisienses.

Ao entrarmos pelo portão principal, encontramos o jardim que antecedia a fachada principal do Palácio e nele duas fontes adornadas por elementos escultóricos e quatro figuras que representam as Estações do Ano. É possível perceber as suas origens pois estão identificadas as fundições onde foram produzidas e em alguns casos o autor ou autora da modelação original.

É curioso observar, segundo um estudo publicado por Paula Torres Peixoto na Revista de Arquitectura Lusitana, que uma vez que as Obras que representam as Estações do Ano provêm de origens distintas, temos efectivamente 3 e não as 4 estações representadas, uma vez que aquela que está na sua base identificada com sendo o Outono, é na realidade o Verão que assim surge duas vezes.

Seguindo pela Avenida das Tílias, iremos passar ainda pela Concha Acústica e pela vulgarmente conhecida como “Fonte dos Cavalinhos”, as duas com excelentes obras escultóricas em ferro fundido.
Por tudo isto e por todo o espaço envolvente, o “Palácio” é e será sempre um dos locais mais queridos da Cidade.

Porto visto de Gaia
21 Setembro, 2020 /

Mais do que um jardim, é um miradouro privilegiado sobre o rio Douro e a cidade do Porto. O Jardim do Morro, é um excelente lugar para assistir ao pôr do sol ou dar um passeio descontraído e apreciar a paisagem.

Para quem está no Porto, o acesso a este jardim, na outra margem do rio Douro, pode ser feito de metro, uma vez que tem uma estação logo à frente, ou a pé, através do nível superior da ponte Luís I.

O jardim, recentemente recuperado, ocupa o lugar de uma colina que existia lá e acabou por ser destruída para abrir uma avenida que ligava Gaia ao nível superior da ponte e ao Porto.

O jardim foi inaugurado em 1927 e a partir desta altura, é um mirante privilegiado sobre o Porto, um lago, uma gruta e, mais recentemente, bancos de pedra estrategicamente posicionados, conferem um charme ainda maior. Trabalhos recentes melhoraram as condições desse espaço verde, fornecendo também uma barra e outras estruturas de apoio.

Avenida da República, Vila Nova de Gaia

Praça de Liège
9 Outubro, 2018 / ,

Este jardim da Foz do Douro é uma homenagem a heróis de guerra. Foi recentemente renovado e é o local perfeito para desfrutar de momentos de tranquilidade.

Até 1914 esta praça tinha a designação de Largo do Monte da Luz, já que era este o nome daquela zona da Foz do Douro. No entanto, um episódio de guerra mudaria o nome do local. A invasão alemã a Liège, durante a I Guerra Mundial, e a forma heroica como os habitantes desta cidade belga se bateram, causaram, no Porto e em várias localidades portuguesas, uma enorme onda de solidariedade. No dia 8 de outubro de 1914 foi aprovada a proposta para a atribuição do nome de Praça de Liège ao Largo do Monte da Luz.

Este jardim, conhecido pela sua grande tranquilidade, foi recentemente renovado, numa intervenção que recuperou o pavimento e as duas pérgulas. O repuxo na zona central do jardim foi também recuperado.

Fontainhas – Um miradouro sobre o rio
3 Setembro, 2018 / ,

Muito procurada por altura das festas de São João, a zona das Fontainhas tem um encanto especial em qualquer altura do ano, graças à magnífica paisagem que dali se contempla.

Esta ampla alameda, bem perto da Ponte do Infante, é um local privilegiado para ver a paisagem do Douro, Vila Nova de Gaia e uma parte da cidade do Porto. Daqui poderá observar ainda quatro das seis pontes da cidade do Porto: Ponte Luís I, Ponte do Infante, Ponte Maria Pia e Ponte de São João.

As árvores e os bancos de pedra tornam este lugar perfeito para aproveitar a sombra nos dias mais quentes ou para contemplar o pôr-do-sol.

Se quiser aventurar-se, pode descer a íngreme Rua da Corticeira em direção ao Rio Douro. No caminho encontrará vestígios de uma antiga capela e de uma fábrica de cerâmica. Esta calçada foi durante séculos percorrida por mulheres que, vindas do cais junto ao Rio Douro, subiam a encosta carregando pesados fardos de carqueja, uma planta que era depois usada nos fornos das padarias do centro da cidade.

Esta é, ainda hoje, uma das zonas mais típicas da cidade, onde resistem fortes laços de amizade entre vizinhos.

Coordenadas GPS:  41.14251570487, -8.6002564430237

Jardim do Carregal
20 Julho, 2018 /

É considerado o último jardim Romântico do Porto. A ponte que atravessa o lago e as árvores frondosas que o rodeiam criam um ambiente único e tranquilo numa zona bastante movimentada.

Construído em 1897, este jardim foi projetado pelo Jardineiro-Paisagista Jerónimo Monteiro da Costa. O lago, a ponte e árvores como cedros, sequoias e araucárias fazem com que este espaço verde seja um local bastante agradável para relaxar.

Localizado junto ao Hospital de Santo António, este jardim presta também homenagem ao médico, professor, investigador e artista Abel Salazar, com uma estátua da autoria do escultor Hélder de Carvalho.

O nome (Carregal), vem de uma planta chamada carrega, que crescia nas margens do Rio Frio, que nascia perto da Torrinha e passava pelo local onde está hoje o hospital.

Jardim do Infante Dom Henrique: Uma homenagem aos Descobrimentos
6 Junho, 2018 / , ,

Esta praça, situada em pleno centro histórico, é o sítio ideal para relaxar entre as caminhadas pelas ruelas da cidade e as visitas aos pontos de interesse que rodeiam este jardim.

Erguida no topo de um pedestal, encontra-se a estátua inaugurada em 1900 que deu o nome a este jardim. O Infante Dom Henrique (1394-1460) foi um nobre navegador e importante figura da Era dos Descobrimentos. Terá nascido nas proximidades, na Casa do Infante.

As Ruas de Ferreira Borges, Infante D. Henrique, Mouzinho da Silveira e da Bolsa delimitam esta praça, que anteriormente era parte integrante da cerca do Convento de São Domingos.

A localização privilegiada desta praça permite vistas surpreendentes para os edifícios emblemáticos circundantes, como o Palácio da Bolsa, o Mercado Ferreira Borges, Igreja de São Francisco e a Igreja Paroquial de São Nicolau.

Rua do Infante Dom Henrique, Porto

Como chegar:

Autocarro:  1M, 500, 900, 901, 906, ZH, ZM, ZR e 10M

Elétrico: STCP – Infante – Passeio Alegre

Quinta de Bonjóia – Um oásis de tranquilidade
18 Abril, 2018 /

Dominado por uma casa rural do século XVIII, a Quinta de Bonjóia é um amplo espaço na zona oriental da cidade ideal para relaxar e passear em família.

Com uma área de cerca de 40.000 m², a Quinta de Bonjóia destaca-se pela casa rural, que terá sido projetada por Nicolau Nasoni, arquiteto responsável pela Torre dos Clérigos. Embora o edifício principal nunca tenha ficado concluído, este é um imóvel classificado como monumento de interesse público.

O desnível do terreno permite desfrutar de uma vista privilegiada para o patamar ajardinado e também para o Vale de Campanhã, emoldurado pelo rio Douro. Os jardins e a mata que constituem esta quinta convidam a horas bem passadas.

Para além de ser um espaço bastante agradável para passear e descontrair, a Quinta de Bonjóia recebe também atividades tão variadas como aulas de Tai Chi, mercados dedicados à agricultura biológica ou workshops.

Rua da Bonjóia, 185, Porto

Jardim do Morro – O Porto visto de Gaia
9 Março, 2018 /

Mais do que um jardim, é um miradouro privilegiado sobre o Rio Douro e sobre a cidade do Porto. O Jardim do Morro, em Gaia, é um excelente local para ver o pôr-do-sol ou para dar um passeio descontraído e desfrutar da paisagem.

Para quem está no Porto, o acesso a este jardim, na outra margem do Rio Douro, pode ser feito de metro, já que tem uma estação mesmo em frente, ou a pé, através do tabuleiro superior da Ponte D. Luís.

O jardim, que foi recentemente recuperado, ocupa o lugar de um morro que ali existia e que acabou por ser destruído, de forma a abrir uma avenida que ligasse Gaia ao tabuleiro superior da ponte e ao Porto.

O jardim foi inaugurado em 1927 e desde essa altura que é um miradouro privilegiado para o Porto, a que um lago, uma gruta e, mais recentemente, bancos de pedra estrategicamente colocados, dão um encanto ainda maior. As obras recentes melhoraram as condições deste espaço verde, dotando-o também de um bar e de outras estruturas de apoio.

 

 

 

 

Avenida da República, Vila Nova Gaia

Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva
6 Fevereiro, 2018 / , , , ,

Totalmente dedicada à Biodiversidade, a Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva é muito mais do que um museu. Juntando ciência e arte, este é um espaço moderno e pensado para criar experiências inesquecíveis. Até ao final de abril recebe a exposição fotográfica Photo Ark.

Este centro integra a Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP), constituindo, com o Jardim Botânico, um dos polos desta instituição ligada à Universidade do Porto. Localizada na mítica Casa Andresen – que inspirou a famosa poetisa portuguesa Sophia de Mello Breyner – a Galeria da Biodiversidade está rodeada pelo Jardim Botânico, que é também um ponto de visita obrigatório para amantes da ciência.

É um local onde as artes se cruzam com a biologia e a história natural, estimulando a interatividade e as experiências sensoriais. A exposição permanente integra 49 módulos expositivos e instalações, organizados em 15 temas principais que abordam vários aspetos da diversidade biológica e cultural, mas de uma forma praticamente única em todo o mundo. Desde os modelos mecânicos até às plataformas multimédia, existem várias formas de envolver o visitante em histórias sobre a vida contadas através da ciência, da literatura e da arte.

 

 

 

Arca de Noé fotográfica

Até 29 de abril, a Galeria da Biodiversidade recebe a exposição fotográfica da National Geographic Photo Ark, baseada no projeto de Joel Sartore. Há 10 anos, este fotógrafo traçou um objetivo: fotografar todas as espécies existentes em cativeiro, para criar um dos maiores arquivos de biodiversidade do mundo. Esta “Arca de Noé fotográfica” pretende sensibilizar o público a dedicar-se à conservação dos animais mais vulneráveis. Foram já retratadas mais de 7000 espécies e as melhores imagens podem agora ser vistas nesta exposição imperdível.

Informações:

Galeria da Biodiversidade

Rua do Campo Alegre, n.º 1191, Porto

Horário: de Terça a domingo, 10h00 às 18h00

Bilhete normal: 5€