Monumento

O Bolhão pelos olhos de duas americanas
23 Abril, 2017 / , ,

“The Undiscovered Food Stories of Northern Portugal” tem o Mercado do Bolhão como protagonista. Com textos de Gabriella Opaz e Sonia Andresson e fotos de Ryan Opaz, este livro, escrito em Inglês, é uma declaração de amor a um dos locais mais míticos do Porto.

O Bolhão é o ponto central das histórias que aqui se contam: as dos vendedores que são a alma do mercado, mas também as dos produtos que ali se vendem diariamente, incluindo receitas de pratos típicos onde são usados.

O livro The Undiscovered Food Stories of Northern Portugal, de Gabriella Opaz e Sónia Andresson (Oficina do Livro), foi nomeado para o Prémio Especial dos prestigiados Gourmand World Cookbook Awards, também conhecidos por “Óscares” da cozinha.

 

Gabriella Opaz, uma das autoras, revelou ao Hey Porto que a inspiração para este livro foi dada pelos próprios vendedores do mercado e pela forma com lidaram com tempos mais difíceis, contribuindo sempre para preservar a herança cultural portuguesa. Entre os variadíssimos produtos à venda no mercado, Gabriella Opaz destaca a broa de Avintes, as suculentas azeitonas do Douro e o peixe.

 

The Undiscovered Food Stories of Northern Portugal

Gabriella Opaz e Sonia Andresson

Disponível para venda em: https://store.catavino.net/

Mercado do Bolhão
11 Abril, 2017 / ,

A alma do Porto num local mítico

Os sons, os cheiros, as cores, os sabores e a alma da cidade num só espaço. O mítico Mercado do Bolhão, em plena Baixa, é um dos pontos mais pitorescos da cidade.

Classificado como imóvel de interesse público em 2006, o Mercado do Bolhão vai entrar brevemente em remodelação. Esta pode ser, por isso, a última oportunidade para conhecer um dos espaços mais tradicionais da cidade, onde os pregões das vendedoras se misturam com as cores e cheiros de produtos tradicionais.

Construído em 1914, este mercado tem entradas por quatro das ruas mais centrais da cidade: Fernandes Tomás, Alexandre Braga, Rua Formosa e Sá da Bandeira. No entanto, já desde a primeira metade do século XIX que ali existia um pequeno mercado, com algumas barracas de venda de produtos frescos.

A designação de Bolhão (bolha grande, em Português) surgiu devido à existência de uma bolha de água formada pelo rio que por ali passava.

Horário: De segunda sexta, das 08:00 às 17:00 horas.
Sábados, das 07:00 às 13:00 horas

Sé do Porto: a joia da cidade
6 Março, 2017 / ,

A Sé do Porto começou a ser construída no século XII, mas ao longo dos séculos foi recebendo influências do Renascimento, Barroco e Rococó.

Só a arquitetura da Sé do Porto é suficiente para que seja considerada como uma das joias da cidade. Ao Gótico da construção inicial, visível no claustro e na Capela de São João Evangelista, junta-se o Maneirismo da Capela do Santíssimo Sacramento e seu altar de prata. O barroco do século XVIII está presente nos frescos da capela-mor e na sacristia, da autoria de Nicolau Nasoni, bem como nos azulejos do claustro.

O interior da Sé é um verdadeiro tesouro, com mobiliário de valor incalculável, onde se incluem mesas e lavatórios em mármores raros, as guarnições de espelhos, armários e um relógio de pau-preto em estilo Rococó.

No exterior, o Terreiro da Sé que é enquadrado pelos edifícios da Catedral, Casa do Cabido, Paço Episcopal e Casa da Câmara. É um dos miradouros privilegiados da cidade, já que dali é possível avistar a zona do Barredo, o Rio Douro e a cidade de Gaia.

Avenida dos Aliados – A sala de visitas do Porto
3 Março, 2017 / ,

É o coração da cidade, onde se recebem chefes de Estado, celebram vitórias e se assinalam datas importantes, como a Passagem de Ano ou o São João.

Na verdade, o espaço que é vulgarmente designado como Avenida dos Aliados, inclui também a Praça da Liberdade  (a sul) e a Praça do General Humberto Delgado, do lado norte, onde se situa o edifício da Câmara Municipal. A localização central e as suas dimensões permitem acolher milhares de pessoas, sendo por isso o local escolhido para assinalar os grandes momentos da vida da cidade.

O granito predomina nos edifícios, muitos deles verdadeiras obras de arte construídas durante um período áureo para o Porto. Os planos para fazer deste local uma praça pública remontam ao século XVII, mas seriam precisos vários anos até que as obras avançassem. Os campos agrícolas deram lugar a arruamentos mais modernos, mas seria preciso esperar pelo século XIX para que este lugar se tornasse no centro político, económico e social da cidade. Cafés e botequins ocupavam um espaço que mais tarde viria a ser de bancos e escritórios e que hoje, para além de esplanadas e restaurantes, acolhe também hotéis e lojas, bem como estátuas e esculturas que contrastam com o espelho de água e calçada em granito, de construção mais recente.

As obras da avenida tiveram início em 1916, com a demolição do anterior edifício dos Paços do Concelho. A nova Câmara Municipal resulta de um projeto do arquiteto Correia da Silva datado de 1920, mas as instalações só ficariam concluídas nos anos 50.

Já no século XXI, e devido à construção de uma estação de metro nos Aliados, o espaço viria novamente a ser requalificado, num projeto dos arquitetos Álvaro Siza e Eduardo Souto Moura.