Sabia que?

Os espanhóis no Porto
7 Maio, 2017 /

A proximidade geográfica, sobretudo com a Galiza, criou desde tempos remotos condições para a existência de fortes relações entre os espanhóis e a cidade.

As origens do Porto e da Galiza são partilhadas, já que terão sido surgido ainda no século I d.C., quando a zona a Norte do Rio Douro era habitada por povos Calaicos. Quando a Península Ibérica foi conquistada pelos árabes, muitos habitantes refugiaram-se na Galiza e daí terá partido o repovoamento do Porto. O primeiro bispo do Porto tinha sido cónego em Compostela; o primeiro foral do Porto foi outorgado em 1124, ainda antes da própria fundação de Portugal enquanto país.

Entre os séculos XVI e XVII intensificou-se o comércio com a Galiza; posteriormente, as trocas comerciais seriam alargadas a zonas mais distantes, como a Andaluzia, Castela ou Barcelona. A emigração ente os dois países, motivada por razões políticas ou económicas, foi constante ao longo dos séculos. E a própria revolução liberal portuguesa (1820), que teve o seu epicentro no Porto, foi muito influenciada pela revolução espanhola. O primeiro vice-cônsul espanhol chegou à cidade em meados do século XVIII e no século XIX a colónia espanhola no Porto representava cerca de 60% do total de estrangeiros.

Qual é a rua mais pequena do Porto?
14 Março, 2017 /

Tem apenas 30 metros de comprimento e chama-se se Rua de Afonso Martins Alho, em homenagem a um comerciante do século XIV.

Esta pequena rua é uma transversal entre a Rua de Mouzinho da Silveira e a Rua das Flores e tem o nome de um mercador enviado pelo rei D. Afonso IV para negociar com a corte de Eduardo III o primeiro tratado comercial entre Portugal e Inglaterra, em 1353.

A cidade começou a crescer no período medieval, tendo o crescimento sido feito a partir da zona junto ao Rio Douro. Por isso, muitas das ruas desta zona são ainda pequenas e estreitas. Aliás, mais de 30% das ruas da cidade do Porto têm menos de seis metros de largura e 40% das vias são de sentido único.

Foi no século XVIII, por iniciativa do urbanistas João de Almada, que a cidade, tal como a conhecemos hoje, começou a ganhar forma. Até então, o Porto estava praticamente limitado pela muralha gótica, estendendo-se por pequenas paróquias rurais e pelas zonas piscatórias junto à margem do Douro. Nesta época foram prolongados arruamentos como as ruas de São João, Santa Catarina e Santo Ildefonso. Após a sua morte o filho, Francisco de Almada, continuou este trabalho de urbanização e modernização da cidade.

Uma igreja com 11 mil azulejos
19 Fevereiro, 2017 /

A Igreja de Santo Ildefonso tem cerca de 11.000 azulejos na frontaria e nos lados das torres sineiras.

Estes azulejos são da autoria de Jorge Colaço, que também criou os azulejos da Estação de São Bento, e representam cenas da vida de Santo Ildefonso e do Evangelho. Foram colocados apenas em 1931, mas a construção da igreja é bastante mais antiga.

A Igreja de Santo Ildefonso começou a ser construída em 1709, tendo a primeira fase (ainda sem as torres sineiras) ficado concluída em 1730. No interior destacam-se oito vitrais e um retábulo em talha barroca e rococó da primeira metade do século XVIII, da autoria de Nicolau Nasoni. Ao visitar esta igreja, situada em plena Baixa do Porto, não deixe de prestar atenção a duas grandes telas de 5,80 x 4,30 metros, suspensas nas paredes laterais, pintadas entre 1785 e 1792.

Na zona do coro existe um órgão de tubos do início do século XIX, que foi restaurado. A igreja apresenta também vestígios de um antigo cemitério, descoberto aquando das obras de recuperação do pavimento realizadas em 1996.

Foi a partir da escadaria desta igreja que em 1891 foram disparados os tiros que acabariam com a revolução que foi a primeira tentativa de implantação da República em Portugal.