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Museu da Farmácia do Porto – A história da Humanidade através da saúde
19 Março, 2018 / ,

É um dos museus menos conhecidos do Porto, mas as histórias que conta começaram há milhões de anos. Até março serão mostrados objetos que nunca tinham sido expostos.

Embora situado fora do habitual circuito turístico, este museu reúne e exibe peças que vão despertar o interesse de visitantes de todas as idades. Até 31 de março, e para comemorar os 21 anos deste museu, é possível visitar a exposição “Museu Global 20 + 1”, com objetos que estão agora a ser mostrados pela primeira vez ao público, como a embalagem da primeira penicilina tomada em Portugal, em 1945.

Uma máscara de ferro, usado no século XVII para tratar doenças do foro psicológico ou moral, ou a mochila de medicamentos utilizada pelo alpinista João Garcia quando subiu ao Evereste são alguns dos artigos que pode ver nesta exposição.

O Museu da Farmácia mostra objetos usados em civilizações antigas e diferentes culturas, como a Mesopotâmia, o Egipto, a Grécia, Roma, os Incas, os Astecas, o Islão, a África, o Tibete, a China ou o Japão entre outras. Uma reconstituição de uma antiga farmácia portuense mostra o património da farmácia portuguesa.

Informações:

Rua Engª Ferreira Dias, 728, Porto

Horário: 2ª a 6ª-feira, das 10 às 18h00 e último sábado de cada mês das 14 às 18h00.

Bilhetes: Adulto 5,00€; Estudante 3,50€;> 65 anos, 3,50€; 50% para portadores do Porto Card

Alexandre Quintanilha
15 Março, 2018 / ,

Cientista internacionalmente reconhecido, Alexandre Quintanilha nasceu em África e viveu nos Estados Unidos, antes de se radicar no Porto, onde dirigiu Instituto de Biologia Molecular e Celular e onde deu aluas até se jubilar. Atualmente é deputado na Assembleia República.

Nasceu em Moçambique a 9 de agosto de 1945, filho de um açoriano e de uma alemã. O pai era um biólogo famoso, mas Alexandre começou por estudar física. Licenciou-se em Física Teórica na Universidade de Joanesburgo, na África do Sul. Viajou mais tarde para os Estados Unidos, estudou na prestigiada Universidade de Berkeley, na Califórnia. Foi durante este período, quando enquanto vivia em San Francisco, que conheceu Richard Zimler, na altura estudante. Zimler, com quem viria a casar já em Portugal, é hoje um escritor famoso, sendo também professor universitário.

Entre 1983 e 1990 foi diretor assistente da secção de Energia e Ambiente no Laboratório Nacional Lawrence. Nos anos 90 foi desafiado a regressar a Portugal e ajudar a fundar o  Instituto de Biologia Molecular e Celular, do qual viria a ser diretor.  A vinda para o Porto aconteceu a convite do neurologista Corino de Andrade, que na altura estava já a pensa criar o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Seria ali que Alxenadre Quintanilha daria aulas até se jubilar. É autor de publicações nas áreas de Biologia, Ambiente e Física Aplicada. É o único português membro do Conselho para Investigação e Exploração da National Geographic Society. Publicou perto de 100 artigos em várias revistas científicas de nível mundial, foi editor e autor de seis volumes em áreas da Biologia e Ambiente. Mais do que um cientista, Alexandre Quintanilha é um apaixonado pelo conhecimento. Viveu em três continentes, fala quatro línguas e gosta de questionar permanente o que parece certo. Se no início sentiu algumas dificuldades de adaptação à cidade, rapidamente se deixou contagiar pela beleza do Porto e pela forma cordial como foi recebido.

 

Arte nas portas
13 Março, 2018 /

Um passeio pelas ruas do Porto, mesmo para quem conhece a cidade, revela sempre detalhes surpreendentes. Olhar com mais atenção para as portas dos edifícios mais antigos pode dar a conhecer uma arte quase esquecida: os batentes das portas.

Antes da invenção das campainhas, as visitas faziam-se anunciar batendo às portas. Para que o som fosse audível e os visitantes não magoassem as mãos, foi necessário criar um acessório colocado na própria porta. Os batentes são, muitas vezes, autênticas obras de arte, representando mãos, flores e até animais.  Usando materiais como bronze, ferro ou latão, os batentes foram bastante populares durante o século XIX e início do século XX.

As campainhas e as portas de alumínio tornaram este objeto quase desnecessário, mas há ainda muitas casas que não abdicam de ter batentes, mesmo que já não sejam usados.

O autor da página Porto a Penantes percorreu vários pontos da cidade e fotografou alguns dos exemplares mais originais: da Foz até à Baixa, passando pela zona histórica, são muitos os batentes que ornamentam as portas da cidade.

Quando passear pelo porto, vale a pena passar algum tempo a descobrir estes pequenos detalhes.

PortoaPenantes

As sugestões de Jorge Curval
13 Março, 2018 /

Nascido no Porto em 1958, Jorge Curval já participou em exposições individuais e coletivas em Portugal e em países como Grécia, Brasil, França e Espanha. Os seus locais favoritos do Porto refletem o amor pela arte, mas também a constante procura pela inovação deste artista que é também professor e, sobretudo, um apaixonado pelas coisas boas da vida.

Jorge Curval frequentou a Faculdade de Belas Artes do Porto e desde meados dos anos 80 que as suas obras têm sido expostas em galerias e eventos dentro e fora de Portugal. Com trabalhos em coleções públicas e privadas, tem dedicado uma parte da sua carreira à partilha de conhecimentos.

Desde 1997 leciona a cadeira de Artes Plásticas da Faculdade Sénior, no Porto. Entre 2001/2004 lecionou as oficinas de artes plásticas no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto. Responsável pelos Workshops de Pintura no Museu Centro Memória de Vila do Conde e no Palácio das Artes Fundação da Juventude do Porto. Pintor, escultor, designer e bon vivant, Jorge Curval sugere a visita a locais do Porto onde a arte está muito presente, mas sem esquecer espaços ao ar livre para desfrutar da tranquilidade e da paisagem.

Bar:

No verão, o Base, pelo ambiente heterogéneo dos seus clientes, pelo seu bom ar, por nos fornecer puro oxigénio, sendo ao ar livre, e pela música.

No Inverno, o Bonaparte na Baixa, pela decoração acolhedora e heterogeneidade de pessoas, com uma mistura de várias faixas etárias e países de origem.

Restaurante:

Digby, no Hotel Torel Avantgarde, porque além de me sentir em casa desfruto de uma vista única de contemplação sobre o rio e foz do Douro e de uma gastronomia cuidada agregada aos sabores de todo o mundo.

Passeio na cidade:

Desfrutar e andar no parque da Cidade, tendo frentes diversificadas de terra, mar e bosque. É sem dúvida um dos mais completos parques do mundo.

Estátua:

O Desterrado, no Museu Soares dos Reis. É uma peça exemplo da escultura do Romantismo Português, com a qual convivi durante 3 anos enquanto orientador de oficinas de artes plásticas neste Museu.

Pintura:

Instrumento de música 1915-16, de Amadeu de Souza Cardoso da coleção particular do Museu Nacional de Soares dos Reis.

Monumento:

Teatro Nacional de São João, pela traça clássica e bem recuperada. É para mim um ex libris da cidade. Não descurando a casa da Música e Serralves.

Um segredo da cidade: 

Situado nas traseiras do Palácio da Justiça, o Jardim ou Horto das Virtudes desenvolve-se em socalcos, permitindo uma excelente perspetiva sobre o rio Douro e a imponente Alfândega do Porto. É um jardim pouco conhecido e visitado, sempre que o visito, sinto que ele é como um segredo na cidade.

 

O primeiro elétrico na Península Ibérica
12 Março, 2018 /

Até ao final do século XIX, as carruagens de tração animal eram o transporte mais comum. O primeiro elétrico surgiu na Alemanha, em 1879. Em setembro de 1895, seria a vez do Porto.

O Porto desenvolveu-se bastante durante o século XIX e na última década desse século tornava-se cada vez mais necessário encontrar um meio de transporte económico, que permitisse de forma mais rápida uma cidade em expansão. Chegou a ser ponderada a hipótese de usar ascensores nas ruas com maior declive, mas a opção acabaria por recair mesmo no elétrico. O Porto seria, assim, a primeira cidade da Península Ibérica a receber o elétrico.
A primeira linha foi inaugurada em 1895, ligando o Carmo à Arrábida, chegando mais tarde à Foz e Matosinhos. A chegada dos autocarros e o crescimento do número de automóveis ditaram uma diminuição no número de linhas e passageiros.

Atualmente há ainda três linhas em funcionamento:

Linha 1- faz a ligação entre o centro histórico e o Jardim do Passeio Alegre, ao longo das margens do rio Douro;

Linha 18 – liga Massarelos ao Carmo;

Linha 22 – percurso circular entre o Carmo e a Batalha/Guindais.

 

Jardim do Morro – O Porto visto de Gaia
9 Março, 2018 /

Mais do que um jardim, é um miradouro privilegiado sobre o Rio Douro e sobre a cidade do Porto. O Jardim do Morro, em Gaia, é um excelente local para ver o pôr-do-sol ou para dar um passeio descontraído e desfrutar da paisagem.

Para quem está no Porto, o acesso a este jardim, na outra margem do Rio Douro, pode ser feito de metro, já que tem uma estação mesmo em frente, ou a pé, através do tabuleiro superior da Ponte D. Luís.

O jardim, que foi recentemente recuperado, ocupa o lugar de um morro que ali existia e que acabou por ser destruído, de forma a abrir uma avenida que ligasse Gaia ao tabuleiro superior da ponte e ao Porto.

O jardim foi inaugurado em 1927 e desde essa altura que é um miradouro privilegiado para o Porto, a que um lago, uma gruta e, mais recentemente, bancos de pedra estrategicamente colocados, dão um encanto ainda maior. As obras recentes melhoraram as condições deste espaço verde, dotando-o também de um bar e de outras estruturas de apoio.

 

 

 

 

Avenida da República, Vila Nova Gaia

A tragédia da Casa das Sereias
9 Março, 2018 / ,

Também conhecida como Palácio da Bandeirinha, a Casa das Sereias (assim chamada devido às duas imagens que ladeiam a porta principal) foi construída em meados do século XVIII pela família Portocarrero.

O edifício, um imponente palácio que ainda hoje se distingue na paisagem da cidade, foi construído no local do Cemitério dos Hebreus e da antiga judiaria. A família, apesar da sua riqueza e prestígio, não escapou a alguns episódios trágicos. O dono da propriedade morreu num acidente de barco no Douro e, como não tinha filhos, o palácio passou para o irmão.

Em 1809, durante as Invasões Francesas, um grupo de populares, convencido que um dos elementos da família era conivente com os franceses, chacinou-o no pátio da casa. Os Portocarrero, que entretanto perderam outros membros da família de forma trágica, abandonaram o palácio e não mais voltaram. O edifício esteve fechado até 1995. Foi vendido ao Instituto das Filhas da Caridade, que ali instalaram um colégio que se mantém ainda em funcionamento.

 

 

 

 

O Tripeiro 7ª série Ano XXXIII, Número 3 Março de 2014

Espinho Surf Destination 2018 – Ondas & Diversão na praia de Espinho
9 Março, 2018 / ,

Entre 10 e 25 de março Espinho recebe competições internacionais da World Surf League, de Surf e Longboard. Um evento com um vasto programa de animação para todas as idades.

As competições internacionais de surf & longboard centram as atenções durante estes dias, mas quem estiver em Espinho não se limitará a ficar na praia a assistir ao desempenho dos melhores surfistas. Para além de uma mostra de cinema de surf, vão decorrer também workshops de fotografia, exposições, batismos de surf, aulas de surf adaptado, aulas de fitness, workshops relacionados com o fabrico e shape de pranchas, etc. A ESD KIDS Zone é uma nova área do evento, destinada aos mais novos.

A componente competitiva é bastante intensa e ocupa quase todo o mês: nos dias 10 e 11 de Março decorre o Circuito Surf do Norte; de 16 a 18 de Março será a vez do Campeonato do Mundo de Longboard – Longboard World Tour by World Surf League. Entre 21 e 25 de Março disputa-se o Pro Junior Europeu – WSL -World Surfing League.

O Espinho Surf Destination 2018 vai já na sua quinta edição, mas a grande novidade deste ano é integração do campeonato Mundial de Longboard, masculino e feminino, que levará a Espinho os melhores atletas mundiais da modalidade.

Espinho é uma cidade de praia e surf, por excelência, que tem a melhor onda do norte e uma das melhores ondas de surf de nível internacional, sendo que o coração da cidade é junto à praia onde tem lugar o evento.

 

 

 

espinho surf  destination

PARQUES, JARDINS E AS CAMÉLIAS DO PORTO
9 Março, 2018 / ,

Os parques e jardins são um convite ao lazer e descanso, a uma pausa prolongada, um convite ao prazer de andar a pé e um reencontro com a história destes locais, muito dos quais desconhecidos. Mesmo ao virar da esquina, esta cidade pode surpreendê-lo pela beleza de um espaço verde por descobrir.

Percursos variados e repousantes podem ser feitos nos espaços verdes da cidade, destinados a todas as idades e com diferentes encantos ao longo das estações do ano. A riqueza do património natural e a reconstituição de ambientes esquecidos dos nossos espaços rurais propiciam passeios muito didáticos. Por outro lado, a variedade dos equipamentos de apoio existentes, permitem prolongar a estadia e realizar outro tipo de atividades.

Os parques e jardins da cidade do Porto que selecionamos para estes percursos localizam-se em três grandes zonas da cidade que definimos da seguinte forma: Centro Histórico, Baixa e Boavista / (Jardins do Palácio de Cristal, Jardim de João Chagas (Jardim da Cordoaria, Parque das Virtudes, Jardim Botânico, Jardim da Casa da Prelada, entre outros) zona Ocidental (Parque da Cidade, Parque de Serralves e o Jardim do Passeio Alegre, entre outros) e zona Oriental (Parque de S. Roque, Parque de Nova Sintra, Quinta de Villar D´Allen, Quinta de Bonjóia e o Viveiro Municipal, entre outros). Planeie os passeios para as horas mais agradáveis do dia e tenha atenção aos horários de funcionamento dos vários espaços. Recomenda-se o uso de vestuário e calçado confortável.

 

Porque a Primavera está à porta e os dias coloridos começam a fazer falta, não podíamos deixar de dar destaque às Camélias, protagonistas desta época na cidade.

O Porto foi a primeira cidade da Europa a ser conhecida como a “Cidade das Camélias”. Originárias da Ásia, é ao Porto que se deve a entrada destas flores com história no Norte de Portugal e Galiza no séc. XIX. Podemos encontrar estas flores em quase todos os jardins e espaços verdes da cidade. Em espaços públicos, nos cemitérios ou nas casas, as Camélias são rainhas de outubro a abril.

Para que não perca nada da celebração desta flor asiática, descubra os eventos que o Porto preparou para si, no dia 3 e 4 no Mosteiro de São Bento da Vitória. Não perca também o conjunto de iniciativas que vão decorrer em paralelo em diversos locais da cidade!

E não se esqueça: passe por um dos Postos Oficiais de Turismo do Porto, onde poderá encontrar o roteiro “Porto. Cidade das Camélias”, com os melhores locais da cidade para ver e cheirar estas flores! Não deixe de aproveitar também todos os descontos Porto.CARD dedicados a esta época!

Cooperativa Árvore – Uma casa que respira arte
2 Março, 2018 / , ,

Numa antiga casa da nobreza, junto ao Passeio das Virtudes e com uma vista deslumbrante sobre o Rio Douro, nasceu nos anos 60 a Árvore – Cooperativa de Atividades Artísticas, um espaço de divulgação de arte idealizado por grandes nomes da arte portuense.

A Árvore foi fundada em 1963 por artistas, escritores, arquitetos e intelectuais, destacando-se o Mestre José Rodrigues, escultor e autor do famoso Cubo da Ribeira. Juntamente com Armando Alves, Pulido Valente e Ângelo de Sousa, instalaram-se numa quinta abandonada e iniciaram a recuperação do edifício, adaptando-o às novas funções culturais.

A galeria e o auditório foram inaugurados em 1971. Apesar de ter passado já por momentos difíceis, que obrigaram, por exemplo, a que tivessem sido leiloados algumas obras artísticas que pertenciam ao seu espólio, a Árvore tem sobrevivido e marcado, de forma indesmentível, o panorama artístico e cultural da cidade do Porto.

Tendo como objetivo a produção, divulgação e venda de obras artísticas e editoriais e a formação e informação dos sócios e do público em geral na área das artes visuais, dos estudos de arte e em outras áreas da criação e do saber, esta instituição tem uma intensa agenda cultural, com exposições, conferências, palestras e conversas, oficinas e cursos livres, concursos, edição de livros e produção e instalação de obras de arte. Ao longo das últimas décadas recebeu colóquios, ciclos de cinema, teatro e música e deu a conhecer o trabalho de centenas de pintores, escultores, fotógrafos, designers e arquitetos. Poderá visitar, para além das exposições, a loja, as oficinas de técnicas de serigrafia, gravura, litografia e cerâmica (mediante marcação prévia) e desfrutar de uma vista inigualável para o Douro a partir do seu jardim.

 

A casa
O edifício da Árvore foi mandado construir por José Pinto de Meireles e ficou concluído em 1763. O brasão da família é ainda visível na porta de entrada. A quinta e os jardins foram construídos para serem vistos por quem passava no Rio Douro. Hoje, são um miradouro privilegiado e um local bastante animado ao fim do dia, sobretudo no verão.

Informações:

Rua Azevedo de Albuquerque, 1, Porto

Horário

Segunda –Sexta-feira: 9.30-20:00

Sábado – 15:00-19:00

Encerrado: Domingos e feriados

 

Exposições para ver na Árvore:

 

  • 23 de Fevereiro a 3 de Abril– Emerenciano + Helena Jalles