É um edifício histórico localizado na Praça de Carlos Alberto, na freguesia da Vitória, na cidade do Porto, mandada construir, em meados do século XVIII, pelo fidalgo José Alvo Brandão.
Na década de 1840, António Bernardino Peixe alugou o palacete, transferindo a hospedaria que tinha na Rua do Bonjardim para este local.
O que celebrizou esta hospedaria foi a estadia, entre 19 e 27 de Abril de 1849, do exilado rei Carlos Alberto da Sardenha, enquanto esperava pela preparação da casa da Quinta da Macieirinha, onde viria a falecer em 28 de Julho do mesmo ano.
Desde 1996, aqui funcionam alguns serviços da Câmara Municipal do Porto, nomeadamente a Direcção Municipal de Cultura, o Gabinete de Arqueologia Urbana, bem como o Gabinete de Numismática.
Aqui encontramos o Banco de Materiais, um projecto inovador que promove a salvaguarda de materiais caracterizadores da imagem da cidade, recolhendo-os de edifícios degradados a demolir ou alterar.
São elementos decorativos e construtivos de edifícios portuenses como peças de estuque da Oficina de Avelino Ramos Meira, assim como azulejos com muitos padrões dos sec.XVII a XX, e ainda placas toponímicas recolhidas na via publica ao longo dos anos, artefactos de madeira, ferro e cantaria.
Instalado no Palacete também está o Triplex que agrega um conjunto de salas de exposições no piso térreo.
“O Porto em Miniatura”, é uma exposição única que recria os monumentos mais emblemáticos da cidade do Porto, em escala reduzida.

Esta praça remonta a tempos longínquos e é o resultado de um entroncamento das velhas estradas que, saindo conjuntamente da Porta do Olival das Muralhas Fernandinas, junto à Cadeia da Relação, se dirigiam a Braga (pela actual Rua de Cedofeita) e a Guimarães (pela actual Rua das Oliveiras).
A praça também foi conhecida popularmente como Feira das Caixas, porque, numas tendas de marceneiros que havia por aqui, se faziam as caixas para as bagagens que os emigrantes levavam para o Brasil.
Neste espaço realizou-se durante muitos anos a feira dos criados de lavoura e das criadas de servir. Veio para aqui da Praça da Corujeira, e daqui foi transferida para a Rotunda da Boavista em 1876. Os moços e as moças vinham dos arrabaldes e aqui ajustavam, com os futuros patrões, as condições de trabalho.
O Elevador da Ribeira ou ascensor da Lada liga a Ribeira do Porto à meia encosta do Barredo.