Atualidade

Animaux de Porto
12 Setembro, 2018 / , ,

Laura (26) e Romain (29) vieram quase por acaso para o Porto. À paixão pela cidade juntaram o amor pelos animais, criando a Animaux de Porto, empresa que presta serviços de pet-sitting.

O casal francês, originário de Brest, na Bretanha, passou pelo Porto em férias em 2016, mas demorou ainda algum tempo até que, há um ano, decidiram deixar os empregos e a vida que tinham em França. Acompanhados pelos gatos, Pipoune e Snookie entraram no carro e, 17 horas depois, começavam uma nova vida no Porto.

Quando um dos gatos adoeceu e perceberam que o tratamento implicava que tomasse três comprimidos por dia, questionaram o que fariam todas as pessoas que tivessem animais com problemas semelhantes. E assim surgiu a ideia de criar um serviço destinado a quem tem animais e não quer tirá-los do seu ambiente quando vai de férias ou enquanto está a trabalhar.

O Pet-sitting é mais do que um trabalho, é uma paixão que começou ainda na Bretanha, quando tomavam conta dos animais de estimação dos familiares. “Trazemos uma presença especial ao animal, que tem um momento reservado para ele”, dizem, explicando assim as vantagens deste serviço, tanto para o animal como para o seu dono, que recebe mensagens e fotografias que o mantêm informado sobre o estado de espírito do seu animal. E o idioma não é obstáculo, uma vez que, para além de Francês, Laura e Romain também falam Inglês e um pouco de Português.

Informações:

www.animauxdeporto.com

animauxdeporto@gmail.com

Instagram: @animauxdeporto

Facebook: Animaux de Porto

Tel: + 351 926 857 199

Tél: +33 631 890 173

Rua Costa Cabral
11 Setembro, 2018 / ,

A rua mais extensa do Porto começa no Marquês e prolonga-se, praticamente em linha reta, até à estrada da Circunvalação, um dos limites da cidade. Um longo percurso com muito para descobrir.

Construída numa zona da cidade que era predominantemente rural, esta rua desempenha ainda hoje um importante papel na circulação para a zona oriental da cidade, mas também nos acessos a concelhos vizinhos. Já no século XIX era por aqui que passavam pessoas e mercadorias a caminho de Guimarães, Braga ou Penafiel.

A Rua de Costa Cabral distinguia-se dos arruamentos antigos não só pela sua geometria mais regular, mas também pela pavimentação. Foi batizada com o nome de Costa Cabral, ministro que não era popular no Porto. Por isso, os habitantes da cidade não adotaram a designação, preferindo chamar-lhe Estrada da Cruz das Regateiras. A cruz a que se refere o nome está atualmente nas traseiras da igreja de Paranhos. Anteriormente estava num largo onde existia um posto de cobrança de impostos sobre os bens que entravam na cidade; as mulheres que traziam os seus produtos para vender no Porto eram conhecidas como regateiras porque discutiam, com os fiscais, o preço do imposto a pagar. Aliás, quando Costa Cabral deixou de ser ministro, os habitantes do Porto destruíram a placa que indicava o nome da rua.

O nome acabou por ser aceite e os vestígios da ruralidade desapareceram. Hoje a Rua de Costa Cabral é sobretudo uma zona de comércio, com lojas mais tradicionais, como mercearias ou uma loja que aluga trajes de cerimónia, até restaurantes e outros negócios ligados ao turismo.

Pontos de interesse

Nos cerca de 4 quilómetros que separam o Marquês e a Areosa, vários edifícios de épocas e estilos diversos que merecem um olhar mais atento:

  • 114 – Centro de Caridade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Edifício da autoria do arquiteto Luís Cunha, exemplo da renovação na arte religiosa nos anos 50.
  • 196 – O antigo Palacete do Lima é um edifício do século XIX que alberga a sede do Académico Futebol Clube, histórico clube da cidade que ainda hoje se mantém em funcionamento. Tem um bar aberto até ao público.
  • 220 – Antiga Fábrica de Tabaco A Lealdade. Este edifício destaca-se pelo tom amarelo vivo, mas também por uma enorme marquise em ferro.
  • Número 323 – Edifício modernista dos anos 40 onde funcionou o Cinema Júlio Dinis. É agora uma danceteria.
  • 716 – Casa-Museu Fernando de Castro – antiga habitação de um poeta e colecionador; possui uma importante coleção de pintura portuguesa e vários exemplos de talha dourada.
  • Ao longo da Rua de Costa Cabral existem vários edifícios residenciais datados do século XIX, muitos deles com fachadas revestida a azulejo, com pormenores que merecem atenção nas varandas, portas e janelas.
  • 740/760 – Bloco de Costa Cabral – Edifício residencial dos anos 50, da autoria do arquiteto Viana de Lima. Classificado como Imóvel de Interesse Público.
  • 1121 – Hospital Conde Ferreira – foi o primeiro hospital psiquiátrico em Portugal. Inaugurado em 1883.
Porto de Leixões
5 Setembro, 2018 / , ,

Um porto essencial para o país, um edifício marcante e premiado. O Porto de Leixões e o Terminal de Cruzeiros são essenciais para melhor conhecer o Porto e o Norte.

Sendo esta uma região atlântica e com uma localização estratégica, a chegada de mercadorias por via marítima foi, desde sempre, essencial para o desenvolvimento desta zona do país. Mas o mar está também ligado ao lazer e ao turismo e Leixões quer ser, cada vez mais, uma porta de entrada para quem chega ao Porto por via marítima.

O Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, inaugurado em 2015, marca uma nova era na história do Porto de Leixões: o número de barcos e de passageiros tem aumentado todos os anos (só este ano são esperadas 113 escalas e mais de 120 mil passageiros) e quem chega tem melhores condições de acolhimento.

O edifício é uma estrutura em espiral com 40 metros de altura, revestida de cerca de um milhão de azulejos brancos fabricados pela Vista Alegre. A sua silhueta única destaca-se na paisagem à beira-mar e desperta a curiosidade de quem passeia pelas marginais do Porto ou de Matosinhos. No interior, a luz natural e as linhas curvas tornam o espaço mais acolhedor. Foi o edifício do Ano 2017 na categoria de Arquitetura Pública para o website ArchDail.

O Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões foi considerado, pela Cruises News, como um dos melhores terminais do Mundo. Este edifício alberga também o Parque de Ciência e Tecnologias do Mar da Universidade do Porto e várias unidades de investigação com vocação marítima (da Biologia à Robótica. É também a sede do CIIMAR – Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha da Universidade do Porto.

O Dia do Porto de Leixões

A 15 de setembro o Porto de Leixões abre as portas entre as 10h00 e as 19h00, com iniciativas para todas as idades. Para além de mostrar aos visitantes o dia-a-dia do porto, estão previstas visitas a embarcações e uma regata.

Avenida da Liberdade, Matosinhos

GPS: 41.190507246926, -8.6861515045166

Transportes públicos: Autocarro: STCP – 505, STCP – 507

Metro:  Linha A

www.apdl.pt

 

Visitas guiadas:

Domingos: das 9h30 às 12:00 e das 14:30 às 17:00

Bilhete normal: 5€; grátis para crianças até aos 12 anos; descontos para famílias,> 65 anos, estudantes.

Fontainhas – Um miradouro sobre o rio
3 Setembro, 2018 / ,

Muito procurada por altura das festas de São João, a zona das Fontainhas tem um encanto especial em qualquer altura do ano, graças à magnífica paisagem que dali se contempla.

Esta ampla alameda, bem perto da Ponte do Infante, é um local privilegiado para ver a paisagem do Douro, Vila Nova de Gaia e uma parte da cidade do Porto. Daqui poderá observar ainda quatro das seis pontes da cidade do Porto: Ponte Luís I, Ponte do Infante, Ponte Maria Pia e Ponte de São João.

As árvores e os bancos de pedra tornam este lugar perfeito para aproveitar a sombra nos dias mais quentes ou para contemplar o pôr-do-sol.

Se quiser aventurar-se, pode descer a íngreme Rua da Corticeira em direção ao Rio Douro. No caminho encontrará vestígios de uma antiga capela e de uma fábrica de cerâmica. Esta calçada foi durante séculos percorrida por mulheres que, vindas do cais junto ao Rio Douro, subiam a encosta carregando pesados fardos de carqueja, uma planta que era depois usada nos fornos das padarias do centro da cidade.

Esta é, ainda hoje, uma das zonas mais típicas da cidade, onde resistem fortes laços de amizade entre vizinhos.

Coordenadas GPS:  41.14251570487, -8.6002564430237

Pedro Abrunhosa
13 Agosto, 2018 / ,

É um dos grandes nomes da música portuguesa. Foi com o álbum “Viagens”, de 1994, que se deu a conhecer ao grande público, tendo aí conquistado o sucesso e o carinho de muitos que manteve até hoje através de, no total, 7 trabalhos de originais: a esse primeiro, que contou com a participação especial de Maceo Parker, saxofonista de James Brown, seguiram-se o “Tempo” (1996), “Silêncio” (1999), “Momento” (2002), “Luz” (2007), “Longe” (2010) e “Contramão” (2013). Nos primeiros 5 discos de estúdio, foi acompanhado pela banda ‘Bandemónio’; nos últimos 2, pelos ‘Comité Caviar’. Todas as músicas foram escritas e compostas por ele.

Ele é Pedro Abrunhosa. Nasceu em 1960, começou pelos estudos musicais clássicos, foi professor (a partir dos seus 16 anos) e contrabaixista de Jazz, tendo fundado a Escola de Jazz do Porto e a sua Orquestra. É conhecido por nunca largar os seus óculos de sol, mas principalmente por muitos sucessos dos últimos 25 anos da música portuguesa, como por exemplo “Tudo o que eu te dou”, “Momento”, “Se eu fosse um dia o teu olhar” – música composta para banda sonora do filme “Adão e Eva” de Joaquim Leitão – “Toma conta de mim” ou “Fazer o que ainda não foi feito”. As suas canções são interpretadas no Brasil por nomes como Caetano Veloso (que o convidou para apresentar um espectáculo em conjunto na Expo98), Maria Bethânia, entre muitos outros. Compôs também para outros músicos, como por exemplo Ana Moura, Carlos do Carmo ou Camané. Em 2004 foi um dos artistas que encerrou o Rock in Rio, que pela primeira vez se realizou em Lisboa. Para além dos 7 discos de estúdio lançou dois DVD’s: o “Intimidade”, em 2005, e o “Coliseu”, em 2011.

 

 

Para além de escritor de canções, Pedro Abrunhosa já contracenou com Chiara Mastroianni no filme de Manoel de Oliveira “A Carta”, de 1999, e é um habitual cronista em vários meios de comunicação social. Em 2005 fundou os BoomStudios, estúdios de gravação para si mesmo e para outros nomes da música nacional e internacional. Venceu vários prémios: 3 Globos de Ouro, o Prémio Bordallo de Imprensa, o Prémio SPA – ‘Pedro Osório’, 4 Prémios Blitz, entre outros. Em 2016, Pedro Abrunhosa, enquanto autor, foi responsável pelo cântico de apoio à Seleção Nacional de Futebol no Euro2016, em França, com uma adaptação da canção “Tudo o que eu te dou”. Mas Pedro Abrunhosa é também um homem de causas. E se hoje a cidade vibra com a programação cultural do Coliseu, está seguramente na memória dos Portuenses a imagem de Pedro Abrunhosa algemado às portas simbolizando a oposição da cidade à venda do espaço. Por isso e por tudo o mais, Pedro é um homem da cidade do Porto e o Porto é a cidade de Pedro Abrunhosa.

Manuel de Novaes Cabral
13 Agosto, 2018 / , ,

Nascido em 1960 nesta cidade, é nela que exerce a sua vida profissional, excluindo o período em que foi chefe do gabinete do ministro Valente de Oliveira, em Lisboa. É a partir daqui que, desde novembro de 2011, lidera o conceituado IVDP, Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, o qual tem por missão fiscalizar, controlar e certificar a qualidade e a quantidade dos vinhos do Porto e do Douro, bem como promove-los e defender as respetivas denominações de origem.

Licenciado em direito e pós graduado em economia europeia pela Universidade Católica Portuguesa, desempenhou funções como diretor adjunto no saudoso jornal O Primeiro de Janeiro e foi assessor da Fundação de Serralves.

Mas antes de chegar ao IVDP esteve 8 anos como Diretor Municipal da Presidência da Câmara do Porto e muitos anos na Comissão de Coordenação da Região do Norte.

Voltando ao vinho, a sua ligação é profundamente familiar e também institucional, pois foi 4 anos Secretário-geral da Assembleia das Regiões Europeias Vitícolas e representou a Câmara do Porto na Great Wine Capitals. Essa ligação faz-se ainda através dos livros, gosto enraizado e devidamente cultivado; entre outros, publicou Aspects de la politique Vitivinicole des Régions d’Europe (3 vols., 2000 e 2001), Territórios do Vinho–Territories of Wine (1ª ed. EV, 2009; 2ª ed. Modo de Ler, 2010) e  Outros Territórios do Vinho-Other Territories of Wine (ed. Modo de Ler, 2012) e, claro, da sua frequente participação regular em jornais e revistas. Com o vinho como centro da atenção, mas com especial foco nos que a região do Douro nos proporciona.

Porque considera o vinho um elemento cultural, não prescinde de fazer constantemente essa ligação: apresentou este mês de Julho o livro Os Poemas da Minha Vida, o 23º volume de uma coletânea comentada de poemas, inserido numa coleção iniciada por Mário Soares e que inclui autores como Marcelo Rebelo de Sousa, Vasco Graça Moura ou Eduardo Lourenço.

São dele as sugestões sobre a cidade onde vive e que conhece bem. E que boas dicas aqui ficam.

 

restaurante: gosto muito de ir ao Ernesto, na Rua da Picaria. Concilia muito bem um ar antigo, com o cosmopolitismo da sua clientela. E as paredes cheias de memórias, com o bom gosto aconchegante do meu amigo Reinaldo, a par de uma cozinha honesta e irrepreensível.

 

 

bar: A Capela Incomum, no Carregal. O local, os amigos e a memória antiquíssima da frequência (sem qualquer sucesso) do antigo Conservatório…

passeio. O Porto não é uma Cidade romântica por natureza? Vamos fazer os Caminhos do Romântico!

 

– local ideal para beber um vinho do porto – O Vinho do Porto, só por si, à temperatura e no copo adequados, transforma qualquer local. Sugiro, naturalmente, o ambiente das Caves de Vinho do Porto, em Vila Nova de Gaia.

 

 

 

segredo da cidade que podes revelar: o coração de D. Pedro, na Igreja da Lapa, cuja chaves são partilhadas pelo Provedor da respectiva Irmandade e pelo Presidente da Câmara do Porto – só acessível a alguns e em raríssimos momentos.

 

 

 

E sendo um bocadinho lúgrube: porque não cirandar pelos cemitérios do Porto, como as catacumbas de S. Francisco, ou ”conviver” com Camilo Castelo Branco ou Arnaldo Gama no cemitério da Lapa? E, se for aí, peça para ver a pistola com que Camilo se suicidou, em 1890, em S. Miguel de Seide

 

 

Uma última dica: não deixe de visitar uma das menos conhecidas e mais notáveis Casas do Porto, o antigo Banco Comercial do Porto, actual Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, na Rua Ferreira Borges, o que pode fazer com um copo de Vinho do Porto na mão.

CORTEJO DO TRAJE DE PAPEL NA FOZ DO DOURO
9 Agosto, 2018 / , , , ,

Os verões na zona mais ocidental do concelho do Porto têm anualmente uma animação cultural muito característica e peculiar – mas, sobretudo, única. De meados de junho a meados de setembro, a União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde recebe as Festas de São Bartolomeu, um conjunto de atividades que anima as ruas e une populações e visitantes.

O Cortejo do Traje de Papel é, reconhecidamente, o momento mais esperado das festividades, com uma história que ultrapassa já a centena e meia de anos e que na última década tem ganho especial relevo na cidade.

 

São meses de trabalho e preparação, com um foco permanente nas raízes, na história e nas estórias da região. A 2ª Invasão Francesa de 1809 e a Libertação da Cidade do Porto é o tema para o Cortejo do Traje de Papel em 2018, que decorrerá no dia 26 de agosto. São metros e metros de papel, cirurgicamente trabalhados por mãos dedicadas que mantêm vivo este momento festivo da cidade.

Só em figurantes, a edição deste ano conta com 350, oriundos de coletividades e associações da União de Freguesias, que se juntam às restantes centenas que visitam a Foz do Douro para viver esta experiência ímpar.

O formato atual tem 75 anos e integra um percurso que procura chegar aos principais centros nevrálgicos da história da Foz do Douro. O desfile de trajes inicia-se pelas 10h30 e passa pela Cantareira, rica pela sua tradição piscatória.

Depois da passagem inevitável pelo carismático Jardim do Passeio Alegre, espaço cúmplice de muitos intelectuais que preenchem a cultura da Foz do Douro e do Porto, o Cortejo prossegue até à Praia do Ourigo, na qual se realizam os Banhos de Mar, um dos momentos mais marcantes das Festas de São Bartolomeu.

Estes banhos estão repletos de tradição e lendas. Também conhecidos como “banhos santos”, estes mergulhos nas águas do Atlântico – sete, como manda a tradição – representam uma forma de agradecer os favores de São Bartolomeu no ano transato e de livrar e expurgar as maleitas ao longo dos próximos doze meses.

Os participantes da edição deste ano provêm do Bloco da União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde, da Associação de Moradores do Bairro Social da Pasteleira – Previdência, da Associação de Moradores do Bairro Social de Aldoar e do Orfeão da Foz do Douro.

Muitas são as personalidades da cidade e não só que se juntam a esta tradição, mostrando que a cidade é feita de todos e com todos, mesmo na mais popular das suas tradições.

Mosteiro de São Bento da Vitória
6 Junho, 2018 / , ,

Classificado Monumento Nacional em 1977, o Mosteiro de São Bento da Vitória é um dos edifícios religiosos mais importantes da cidade.

Quando foi construído, no século XVI, ficava dentro das muralhas da cidade, junto à Porta do Olival, ocupando terrenos que anteriormente integravam a Judiaria. Os frades beneditinos chegam ao Porto em 1597 e no ano seguinte tiveram autorização do rei para construir um mosteiro, destinado a assinalar a presença daCongregação Beneditina Portuguesae a apoiar os frades que passavam pela cidade.

A construção do edifício, projetado pelo arquiteto Diogo Marques Lucas, tem início em 1604, mas as obras duram longos anos. A igreja, por exemplo, foi construída em 1693, mas a sua decoração só ficaria concluída no final do século XVIII, pelo que a arquitetura maneirista e barroca do exterior é acompanhada, no interior, por diversos estilos decorativos, que revelam a mudança de estilos e de gostos verificada durante esse longo período. A primeira pedra do Claustro Nobre foi lançada em 1608, mas só seria concluído entre 1725 e 1728.

A grandiosidade deste monumento em granito é, ainda hoje, impressionante. Mas, na altura em que funcionava como mosteiro, foi um importante centro para a música e para o canto. O órgão que existe na igreja é testemunha deste período áureo.

Os séculos que se seguiram foram algo atribulados: em 1808, durante a Guerra Peninsular, o foi convertido em Hospital Militar e, em 1835, após a expulsão das Ordens Religiosas, foi transformado em Tribunal Militar e Casa de Reclusão, bem como Aquartelamento de Infantaria 31 e Engenharia.

Entre 1985 e 1990 sofreu obras de restauro, funcionando como sede da Orquestra Nacional do Porto e do Arquivo Distrital do Porto. Em 2001, no âmbito da Capital Europeia da Cultura, o Claustro Nobre foi coberto por uma concha acústica. Em 2007, parte do Mosteiro é atribuída ao Teatro Nacional São João. Desde então recebe espetáculos teatrais, concertos e eventos especiais.

Informações:      

Rua de São Bento da Vitória, Porto

Visitas Guiadas:

De segunda a sexta-feira, às 12:00, e primeiro domingo do mês, às 15:00, para um número não superior a 30 pessoas.

Preço: € 3,00 por pessoa.Entrada gratuita para crianças até aos 10 anos, desde que acompanhadas por adultos.

Reservas: 00351 22 340 19 56 ou relacoespublicas@tnsj.pt

Casino Espinho
18 Abril, 2018 / ,

Inaugurado em 1974, o Casino Espinho foi desde sempre um marco na área do entretenimento na zona norte do país.

Situado em Espinho apenas a 15 minutos do centro do Porto e com uma localização privilegiada junto à praia, é a referência em termos de jogo e diversão, não só para os locais como para muitos turistas estrangeiros que nos visitam.

Acompanhando as tendências e a mais recente tecnologia, o Casino Espinho oferece cerca de 800 slot machines e uma grande variedade de jogos bancados, bares, restaurantes e ao fim-de-semana alguns dos melhores shows com artistas nacionais e internacionais da actualidade.