Cultura

O Cerco do Porto
14 Setembro, 2018 / , ,

Foram 13 meses que marcaram para sempre a cidade. O Cerco do Porto durou entre julho de julho de 1832 a agosto do ano seguinte, mas a sua memória permanece na toponímia e na alma da cidade.

A cidade ficaria para sempre marcada pelos meses em que esteve cercada: para além dos danos materiais e das perdas de vidas humanas, este período da História deu ao Porto o título de “antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto”, atribuído por D. Pedro como forma de agradecimento pela lealdade e valentia com que os portuenses defenderam a causa liberal. O rei viria mesmo a oferecer o seu coração à cidade como forma de agradecimento.

Nomes como “Bairro do Cerco do Porto”, “Rua do Heroísmo” (em memória a uma sangrenta batalha que aí decorreu) ou “Rua da Firmeza”, que perpetua “o denodo e resignação com que os portuenses valorosamente resistiram” ao cerco, evocam essa época e uma guerra entre dois irmãos com convicções opostas.

O Porto nunca aceitou a subida do absolutista D. Miguel ao poder (1828) e quando D. Pedro assume o comando do movimento Liberal, encontra nas gentes da cidade um poderoso aliado. A 8 de Julho de 1832, D. Pedro, vindo dos Açores, desembarca em Pampelido (Mindelo) para tomar a cidade do Porto, chegando à atual Praça da Liberdade ao meio-dia. As tropas de D. Miguel tinham sido deslocadas para Lisboa, pelo que os liberais não tiveram dificuldade em entrar na cidade. No dia seguinte, o exército absolutista, vindo de sul, instala-se na Serra do Pilar, no outro lado do rio, para bombardear a cidade e expulsar os liberais. Começa assim o cerco: os apoiantes de D. Pedro permanecem no Porto, cercados. Os alimentos e bens essenciais começam a escassear e, com o agravar da situação, a cólera e o tifo tornam-se também adversários de quem luta pela causa liberal.

Em junho de 1833, os liberais alteram a estratégia e resolvem atacar a partir do Algarve. As tropas miguelistas, convencidas de que o adversário estava enfraquecido, resolvem lançar um grande ataque ao Porto, mas são derrotadas. A 26 de julho Lisboa estava lá ocupada pelos Liberais, mas o Porto permanecia cercado. A 18 de agosto, sob o comando do Marechal Saldanha, o exército liberal consegue uma vitória decisiva que levará a que, dois dias depois, os apoiantes de D. Miguel batam em retirada. Estava terminado o Cerco do Porto.

A estação de metro que é um museu
14 Setembro, 2018 / ,

A estação de metro do Campo 24 de Agosto guarda um verdadeiro tesouro: as ruínas de um reservatório de água que ali existia.

Além de ter sido projetada pelo conceituado arquiteto português Souto Moura, esta estação no centro da cidade tem outro motivo de interesse, albergando os vestígios arqueológicos de um reservatório que abastecia a fonte que existia neste local. No século XIX, a ribeira que ali corria foi soterrada, bem como a ponte que a atravessava. Com o passar do tempo e a urbanização da zona envolvente – que anteriormente era sobretudo rural -, a memória desse passado ficou esquecida, até que o progresso recuperou essa memória.

Aquando da construção da estação de metropolitano, no início deste século, foi descoberto o que restava do antigo reservatório, bem como alguns objetos, incluindo solas de sapato, cerâmica portuguesa, vidro italiano ou porcelana chinesa. Para preservar essas memórias, as ruínas foram desmontadas e depois reconstruidas no local onde hoje podem ser visitadas, acompanhadas de explicações que contextualizam a importância destes vestígios.

Agustina Bessa-Luís
14 Setembro, 2018 / ,

“Vivo aqui, mas o Porto não é para mim um lugar; é um sentimento”

Agustina Bessa-Luís é uma das mulheres mais emblemáticas da cultura portuguesa. Com dezenas de obras publicadas e dona de uma personalidade única, tem uma enorme paixão pelo Porto.

Nasceu em Vila-Meã, Amarante, a 15 de Outubro de 1922, mas durante a infância e adolescência viveu em várias cidades, mantendo, contudo, uma forte ligação à região do Douro, notória em muitas das suas obras. A biblioteca do avô materno permitiu-lhe o primeiro contacto com a literatura francesa e inglesa, que a influenciaria.

Na adolescência chegou a escrever romances sob pseudónimo, mas foi em 1948 que publicou o primeiro livro, Mundo Fechado. Três anos antes casara com Alberto Luís; conheceu o marido através de um anúncio que publicou num jornal em que procurava uma pessoa culta com quem trocar correspondência, o que revela bem o seu temperamento independente e determinado. Em 1953, com o premiado romance, A Sibila, Agustina Bessa-Luís ganhou um enorme reconhecimento.

Desde então, e até aos primeiros anos do século XXI, publicou dezenas de obras, algumas delas adaptadas ao cinema por Manoel de Oliveira. Apesar de muitas vezes não ter ficado satisfeita com estas adaptações, esta colaboração foi longa e profícua. Agustina escreveu mesmo o texto que acompanha o filme Visita ou Memórias e Confissões, feito para ser exibido após a morte do realizador. A Corte do Norte também foi adaptada ao cinema por João Botelho e várias obras foram adaptadas ao palco. Além de romances, escreveu também peças de teatro, biografias, ensaios e livros infantis. Entre 1986 e 1987 foi diretora do jornal  O Primeiro de Janeiro e entre 1990 e 1993 esteve na direção do Teatro Nacional de D. Maria II.

É membro da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres (Paris) e da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa. Entre as distinções recebidas contam-se a Ordem de Sant’Iago da Espada (1980), a Medalha de Honra da Cidade do Porto (1988) e o grau de Officier de l’Ordre des Arts et des Lettres, do Governo francês (1989). Tem obras traduzidas para alemão, castelhano, dinamarquês, francês, grego, italiano e romeno.

Destemida, inteligente, sarcástica e sem medo de desafiar convenções e poderes, Agustina-Bessa Luís nunca temeu dizer o que pensava nem se deixou intimidar pelo facto de ser mulher ou de não pertencer aos círculos do poder. Por razões de saúde, está afastada da vida pública e literária há vários anos.

Capela dos Alfaiates
13 Setembro, 2018 / , ,

Discretamente situada no ângulo de duas ruas e com uma arquitetura aparentemente simples, esta capela merece ser visitada.

Embora seja conhecida por Capela dos Alfaiates, uma vez que foi mandada construir pela Irmandade dos Alfaiates, esta pequena igreja é designada como Capela de Nossa Senhora de Agosto, tendo na fachada uma imagem de barro desta santa.

Foi construída em 1554 bem perto da Sé do Porto, mas devido à abertura do Terreiro da Sé, foi retirada do local e em 1953 reedificada no local onde está atualmente. É Monumento Nacional desde 1927.

Nossa Senhora de Agosto é padroeira dos Alfaiates, daí a veneração que levou a que decidissem construir este pequeno monumento cuja arquitetura faz a transição do Gótico tardio para o Maneirismo de inspiração flamenga.

No interior, para além de imagem em calcário da santa e de S. Bom Homem (séc. XVII), destaca-se o retábulo de Nossa Senhora de Agosto, feito em talha dourada do séc. XVII e em estilo maneirista. É composto por um conjunto de oito tábuas com episódios da vida da Virgem e do Menino Jesus: Anunciação, Adoração dos Pastores, Adoração dos Reis Magos, Assunção da Virgem e o Menino entre os Doutores. O remate é feito pela Coroação da Virgem, ladeada pela Visitação e pela Fuga para o Egipto. As pinturas terão sido feitas entre 1590 e 1600.

Rua do Sol / Rua S. Luís, Porto

Horário: Seg-Sex 15:00-17:00

GPS: 41.143277204857, -8.6074742674828

 

Forte de São João Baptista
3 Setembro, 2018 / , , ,

Também conhecida por Castelo de São João da Foz, esta fortaleza foi construída para proteger a cidade dos ataques de piratas e navios de países inimigos.

Erguido na margem direita da Barra do Douro, a génese deste forte foi a residência do bispo da Diocese de Viseu, elaborada segundo o projeto de um arquiteto italiano. Considerada a primeira manifestação de arquitetura renascentista no norte de Portugal, esta casa, bem como os edifícios adjacentes – como a Igreja de São João Baptista e capela-farol de São Miguel-o-Anjo, foi rodeada de muralhas no reinado de D. Sebastião (1567). A localização estratégica, fundamental para a defesa da cidade e da região, justificaria várias intervenções feitas ao longo dos anos, procurando evitar ataques de piratas e de navios provenientes das nações com quem Portugal esteve em guerra ao longo da sua História.

Quando a independência portuguesa foi restaurada após 60 anos de domínio espanhol (1580-1640), D. João I quis inteirar-se do estado das fortalezas nacionais e da necessidade de construir mais fortes. O engenheiro francês Charles Lassart foi enviado ao Porto para definir as obras necessárias no forte; foi decidido demolir a igreja e a residência, tornando a fortaleza mais segura. Depois de concluídas as obras, foi reforçada a presença de tropas no local. No século XVIII a fortaleza era descrita como tendo quatro baluartes, um revelim, 18 peças de artilharia, mas no final deste século concluiu-se que seria necessário reforçar a segurança, nomeadamente com a finalização do fosso e com a construção de duas baterias. Em 1798 foi também projetado um portal em estilo neoclássico, com ponte levadiça, que substituiu a primitiva porta de armas.

A evolução do armamento e da capacidade de defesa fez com que este forte fosse perdendo importância durante o século XIX. Em meados do século XX estava ao abandono, mas acabou por ser considerado Monumento de Interesse Público e nos anos 80 e 90 foi alvo de trabalhos de limpeza e consolidação.

Curiosidades:

No século XVI as obras foram pagas com a verba angariada pelo imposto sobre o sal.

Durante a Guerra Peninsular (1808-1814), a 6 de junho de 1808, o Sargento-mor Raimundo José Pinheiro ocupou as instalações do forte. Na madrugada seguinte fez hastear no seu mastro a bandeira portuguesa. Foi o primeiro ato de reação portuguesa contra a ocupação napoleónica.

Durante a Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), protegeu, durante o cerco do Porto (1832-1833), o desembarque de mantimentos para as tropas liberais na cidade.

No século XIX serviu como prisão política

A poetisa Florbela Espanca, casada com um dos oficiais, viveu no forte no início dos anos 20

 

Coordenadas GPS: 41.148445879541, -8.6748862266541

Horário: de Segunda a sexta-feira 9:00-17:00

As duas imagens da Senhora da Luz
13 Agosto, 2018 / , ,

Antes do farol de São Miguel, que foi edificado em 1758 na Foz, terá existido no local uma capela dedicada à Senhora da Luz.

Segundo alguns estudos, na época pré-histórica aquele local teria um significado especial, como comprovam marcas feitas nas rochas. A referência à “Senhora da Luz” e à respetiva capela já surge em 1680. Seria uma construção simples, mas de grande importância para pescadores e marinheiros.

Bombardeada durante as guerras liberais, a capela seria destruída, mas do seu recheio foi salvo um altar com a imagem que está hoje na Igreja de São João da Foz do Douro. Esta imagem de Nossa Senhora invoca a luz, tão necessária para quem andava no mar. Enquadrada por talha dourada e adornada com imagens de anjos, a Senhora da Luz ainda hoje é venerada.

Na mesma igreja existe também outra imagem, com 30 cm de altura e feita em marfim, representando Nossa Senhora com Jesus ao colo. Apesar do seu reduzido tamanho, esta imagem, decorada com um manto bordado a ouro e pedras coloridas, destaca-se pela raridade e beleza de alguns detalhes. A imagem destinar-se-ia a ser transportada e beijada pelos fiéis em dias festivos.

Fonte: O Tripeiro 7ª Série, Ano XV número 9 Setembro 1996
As barbearias tradicionais do Porto
20 Julho, 2018 / , , ,

Estas são nove das barbearias tradicionais na cidade do Porto e todas se situam entre o Hospital Santo António e a Estação de São Bento.

Também tradicional é a decoração destas barbearias, com cadeirões de ferro e instrumentos de latão capazes de aguentar décadas de uso. Os profissionais também acompanham esta longevidade: muitos são senhores de idade avançada com o cabelo descolorado pelo tempo e os dedos hábeis envoltos em rugas.

  • Barbearia Porto: Nasceu em 1946, mas dessa data só restam as cadeiras e uma caixa de engraxador. O resto da decoração vintage foi trazida pelos novos proprietários. Fica a dois passos dos Aliados.
  • Barbearia Garrett: Desde 1979 nas mãos de Acácio Branco, esta barbearia encontra-se a poucos metros da Câmara Municipal do Porto. Com uma decoração à moda antiga, este estabelecimento só tem clientes masculinos.
  • Oficina do Cabelo: Antiga barbearia Tinoco, reabriu com este nome. De 1929 mantém os lavatórios em mármore, cadeiras em ferro, enormes espelhos e chão revestido com mosaicos em leque. É hoje considerada património do Porto.
  • Barbearia Santo António: Não é muito maior do que um corredor, mas traz muita história nas mãos de António Cardoso. São mais de 50 anos de cortes no início da Rua 31 de Janeiro.
  • Barbearia Norton: Nesta barbearia, na zona da Batalha, fala-se de tudo e mantém-se viva a tradição do barbeiro de bairro, com cadeiras de couro, pincel para a barba e navalhas para a barba.
  • Salão Veneza: São quase 90 anos de vida e mais de 70 de barbeiro. Nestas poltronas bordeaux já se sentaram figuras incontornáveis da nossa história.
  • Barbearia Sport: Foi em 1942 que se instalou no Porto esta barbearia que viveu uma era em que se perdia mais tempo a embelezar o bigode do que a cortar o cabelo.
  • Barbearia Invicta: Aventino Silva está nesta barbearia desde os 10 anos e apesar da chegada das lâminas não perdeu clientes.
  • Barbearia Orlando: Já conta com dois espaços no Porto, mas é na Rua Álvaro Castelões que se mantém a tradição, os clientes e as conversas sobre tudo.

Fonte: “Os bigodes à antiga e a arte de os fazer bem feitos” – Prova de Aptidão Artística de Edgar Duarte (Escola Artística Soares dos Reis)

O elevador dos Guindais
16 Julho, 2018 / , ,

Hoje em dia existe o funicular, mas no fim do século XIX o percurso entre a Batalha e o Cais dos Guindais era feito por um elevador. Inaugurado a 4 de junho de 1891, sofreu, dois anos depois, um acidente que ditou a sua paragem durante mais de 100 anos.

O elevador surgiu para que fosse feita a ligação entre o Cais dos Guindais, local onde chegavam, de barco, produtos alimentares e a zona da Batalha que, pela sua localização central, era um ponto de distribuição destes produtos para outros pontos da cidade. A diferença entre o ponto mais alto e o mais baixo era de 75 metros, mas existiam dois níveis de inclinação diferentes (7% e 47%). O engenheiro portuense Raul Mesnier fez o projeto e a obras iniciaram-se em 1889. A pedreira dos Guindais foi desmontada, o elevador construído e, depois de vários testes, inaugurado em junho de 1891.

O transporte era feito por três carros – um de contrapeso e dois principais, com 5,6 metros de comprimento e capacidade para 40 pessoas. Na parte central destes carros existiam compartimentos de luxo, com tapetes, assentos estofados e persianas. As viagens decorriam de cinco em cinco minutos e custavam 40 reis, mas o grande investimento necessário à construção e manutenção do elevador nunca foi compensado pela receita. Em 1893, um acidente – apenas com prejuízos materiais – ditou o seu encerramento. O atual funicular foi inaugurado em 2004.

Fonte: O Tripeiro 7ª série Ano XXII nº 3 Março 2003

Igreja St James Anglican Church
6 Junho, 2018 / , ,

Numa cidade com tão fortes ligações à comunidade britânica, conhecer a St James Anglican Church e o Cemitério dos Ingleses é ficar a saber um pouco mais sobre esta relação que dura há séculos.

As ligações entre o Porto e os britânicos são antigas e tornaram-se ainda mais intensas graças ao comércio do Vinho do Porto. Foi em 1671 que a Capelania do Porto foi fundada, mas como nessa época os Protestantes não podiam ter locais de culto nem celebrar abertamente serviços religiosos, as famílias inglesas residentes no Porto reuniam-se discretamente em casas particulares. Não podiam também ser enterrados nos cemitérios católicos, pelo que eram sepultados nas margens do Douro.

Em 1787, o cônsul-britânico John Whitehead foi autorizado a comprar um terreno, fora dos limites da cidade, para ser usado como cemitério. Em 1815 começou a ser construída a igreja, que ficaria concluída três anos depois. De cariz Neoclássico, teve obras de ampliação em 1866/67, aumentando a nave e passando a ter a forma de cruz.

Cercada por um muro – uma exigência das autoridades portuguesas aquando da sua construção – a propriedade inclui também o cemitério, onde estão sepultados, por exemplo, elementos da família Forrester, os aviadores ingleses que perderam a vida quando sobrevoavam território português durante a II Guerra Mundial ou o cônsul John Whitehead. A igreja e o cemitério podem ser visitados.

Informações:

Largo da Maternidade Júlio Dinis, 45

Site: www.stjamesoporto.org

 

De transporte tradicional a símbolo de uma região
6 Junho, 2018 / ,

O Barco Rabelo é um dos símbolos maiores do Porto e do Douro. Originalmente criado, no século XVIII, para o transporte dos barris de Vinho do Porto entre as terras vinícolas do Alto Douro e os cais da Ribeira do Porto e de Vila Nova de Gaia, conserva-se hoje na memória coletiva e constitui um elemento privilegiado no turismo da região.

Face à inexistência de vias rodoviárias e ferroviárias apropriadas, o Barco Rabelo era o meio de transporte mais confiável e exclusivo para a atividade vinhateira. Era geralmente tripulado por dez a doze navegadores e, se no sentido da corrente, as tripulações procuravam assegurar a estabilidade do produto mais valioso do comércio da região sobre as águas turbulentas, no sentido contrário, as embarcações eram levadas por caminhos de sirga, puxadas por cordas ao longo das margens do rio Douro.

Sem quilha, de fundo achatado e com um comprimento de entre 19 e 25 metros, integra uma estrutura de madeira chamada apégada e um longo remo sobre a popa, a espadela, utilizado para manobrar a embarcação.

A introdução dos caminhos-de-ferro do Douro nos finais do século XIX e o desenvolvimento das vias rodoviárias durante o século XX ditaram o declínio do tráfego fluvial assegurado pelos Barcos Rabelo.

Hoje, ancorados nas margens de Porto e Vila Nova de Gaia, são utilizados com um carácter exclusivamente recreativo na famosa Regata de São João, no dia 24 de junho de cada ano, pelas celebrações das festas populares na cidade do Porto.

Uma versão atualizada da embarcação original foi criada para o transporte de passageiros em passeios pelo Douro. São barcos em madeira, com o aspeto tradicional, mas que reúnem as condições de segurança e conforto hoje exigidas.