Rua

Rua da Picaria 
20 Julho, 2018 /

Começou por estar ligada aos cavalos, já foi uma rua procurada por quem queria comprar móveis e atualmente é um local cosmopolita, onde é possível encontrar restaurantes com gastronomias de todo o mundo.

A designação de picaria parece ser anterior à própria rua e pode indicar que naquele local, ou nas imediações, existiu um picadeiro. A rua só começou a ser planeada no século XVIII, numa altura em que esta zona da cidade, ainda bastante rural, foi urbanizada e modernizada.

Pavimentada em finais dos anos 30, esta rua foi, durante décadas, ocupada por marceneiros e pequenas lojas de móveis. Na ausência de montras, os passeios estreitos eram muitas vezes ocupados por pequenas estantes e bancos de madeira. Era também nestes marceneiros que se faziam caixas de pinho usadas pelos portugueses que, nos séculos XIX e XX, emigravam para o Brasil em busca de trabalho e riqueza.

Aquela zona tem também tradição na animação noturna, tendo existido por ali dois cabarets famosos. A abertura da Rua de Ceuta, já no século XX, levou a que algumas casas nas imediações fossem demolidas. A Travessa da Picaria desapareceu, mas a rua manteve-se até aos dias de hoje.

Atualmente, a Rua da Picaria é um dos locais mais animados do Porto, dada a grande diversidade de restaurantes e diferentes opções gastronómicas.

Curiosidades:

A Anglo Portuguese Telephone Company instalou-se na Rua da Picaria e construiu ali um edifício que ainda hoje pertence a uma empresa de comunicações.  As cabines telefónicas vermelhas, que ainda existem em algumas ruas do Porto, são um vestígio desta empresa luso-britânica.

No número 49 cresceu Francisco Sá Carneiro, Primeiro-Ministro de Portugal falecido em 1980.Do outro lado da rua tinha o seu escritório de advocacia.

Na esquina da Rua da Picaria com a Rua de Ceuta existiu em tempos o Tribunal onde o escritor Camilo Castelo Branco foi julgado pelo crime de adultério. A sua relação com Ana Plácido, mulher de um próspero comerciante, chocou a sociedade portuense do século XIX.

Rua de Santa Catarina – Compras e diversão
18 Abril, 2018 /

 

É a rua ideal para fazer compras. Com centenas de lojas e animação constante, tem muitos locais imperdíveis.

Com 1500 metros de extensão, a Rua de Santa Catarina, na Baixa do Porto, é o local preferido por portuenses e turistas para fazer compras. Parte desta rua é pedonal, o que a torna no lugar perfeito para ver montras, comprar desde vestuário até produtos tradicionais portugueses ou até artigos de artesanato em bancas colocadas ao longo dos passeios. Tornou-se também um local de animação permanente, graças aos muitos artistas de rua que todos os dias atuam para quem passa.

As lojas mais tradicionais juntam-se a marcas internacionais, criando uma oferta comercial capaz de agradar a todos os gostos. Os cafés, restaurantes e esplanadas permitem descansar do passeio ou sentir um ambiente cada vez mais cosmopolita.

Dada a sua localização central, é também o ponto de partida ideal para um passeio à descoberta do Porto.

Pontos de interesse

Café Majestic – Inaugurado em 1921, é o café mais famoso do Porto. Um espaço requintado e cheio de glamour, com uma decoração única onde se destacam os espelhos, a imponente entrada e um pátio interior.

Capela das Almas – Construída nos princípios do séc. XVIII, esta capela destaca-se pela fachada coberta de azulejos, representando passos da vida de S. Francisco de Assis e de Santa Catarina.

Decoração Arte Nova – as fachadas da Ourivesaria Reis & Filhos e da Livraria Latina Editora, ambas junto à Igreja de Santo Ildefonso, estão decoradas com esculturas em ferro fundido no estilo Arte Nova

Via Catarina – instalado num edifício que já serviu de sede para um jornal, este centro comercial, para além de dezenas de lojas, tem uma área de restauração que faz lembrar uma rua típica da cidade

 

Rua Sá da Bandeira
7 Novembro, 2017 / , , ,

Hoje é uma das ruas mais centrais e movimentadas do Porto, mas nasceu num local anteriormente ocupado por terrenos agrícolas, vielas e até cocheiras.

O próprio nome da rua tem uma história curiosa: Bernardo Sá Nogueira de Figueiredo era marechal fiel às tropas liberais. Durante o Cerco do Porto, na guerra travada entre Liberais e Absolutistas, o braço onde transportava a bandeira liberal foi-lhe amputado pelo inimigo. Passaria a ser conhecido como Sá da Bandeira. Mais tarde assumiria cargos políticos de relevo, chegando mesmo a ministro. Seria também distinguido com os títulos de barão, visconde e marquês.

A Rua Sá da Bandeira só surgiu no século XIX: até então, esta era ainda uma zona com quintas e terrenos de cultivo, muitos deles pertencentes a D. Antónia Adelaide Ferreira (A Ferreirinha), um dos nomes mais importantes na história do Vinho do Porto. A zona tinha também pequenas vielas, que foram quase totalmente demolidas.

A rua começou a ser construída em 1836, mas as primeiras casas só surgiriam sete anos depois. Em 1875 foi prolongada até à Rua Formosa e a continuação até à Rua de Fernandes Tomás (1904) obrigou à demolição das cocheiras onde estavam os cavalos que nessa altura puxavam os transportes públicos da época. Mais tarde, a rua viria a ser prolongada até para Sul e posteriormente para Norte, até ganhar a forma atual.

 

Pontos de Interesse

 

Teatro Sá da Bandeira

Abriu em 1870, mas antes já tinham existido no mesmo local estruturas mais rudimentares destinadas a espetáculos. Por ali passou, em1895, Sarah Bernhardt e foi também neste local que foram exibidos os primeiros filmes feitos em Portugal. Terá sido o primeiro teatro do Porto a usar iluminação elétrica.

 

 

Mercado do Bolhão

O mercado mais tradicional da cidade foi construído em cima de uma bolha de água (daí o seu nome). Datado de 1850, é um belo exemplo da arquitetura neoclássica, mas é o seu interior, onde a alma Porto está mais presente. Os produtos frescos, a simpatia dos vendedores e a frescura dos produtos tradicionais portugueses merecem uma visita.

 

 

Palácio do Comércio

Edifício de habitação, comércio e escritórios, que surpreende pela sua imponência. Vale a pena prestar atenção às esculturas de cavalos que estão no topo, bem como a toda a sua arquitetura. Foi construído nos anos 40 pelo casal de arquitetos David Moreira da Silva e Maria José Marques da Silva, filha de José Marques da Silva, um dos arquitetos mais importantes da cidade.

 

 

Antigo café A Brasileira

Atualmente está em obras para se transformar num hotel, mas este é um edifício com história. Em 1903, Adriano Teles, que tinha sido emigrante no Brasil, abriu este café para dar a conhecer a sua própria marca de café. Durante as décadas de 50 e 60 era local habitual de tertúlias.