Um monumento, mais de 40 anos de construção

Um monumento, mais de 40 anos de construção

Destinado a recordar o Centenário das Guerras Peninsulares, o monumento situado no centro da Praça Mouzinho de Albuquerque (Rotunda da Boavista) começou a ser construído durante a Monarquia, mas só ficou concluído mais de 40 anos depois, já durante a República.

A ideia de homenagear a forma como as tropas e o povo nortenho derrotaram o exército de Napoleão – simbolizados na forma como o leão se sobrepunha à águia imperial – surgiu em 1908. A primeira pedra seria colocada em 1909, por D. Manuel II, que viria a ser o último rei português. Foi lançado um concurso para o projeto, mas o vencedor só seria conhecido em 1911, quando Portugal era já uma República.

O arquiteto Marques da Silva e o escultor Alves de Sousa foram escolhidos para uma obra que acabaria por só estar terminada já depois da morte de ambos. Alves de Sousa faleceu em 1922 e Marques da Silva, que tudo fez para que a construção fosse concluída, acabaria também por morrer, em 1947, sem que o monumento fosse inaugurado. Foi pelas mãos da sua filha e do seu genro, e já com contributos dos escultores Henrique Moreira e Sousa Caldas, que este ex-libris da cidade viria a ficar pronto. Foi inaugurado a 27 de maio de 1952.

Fonte: O Tripeiro, 7ª série, Ano XXVIII, Número 5 – Maio 2009

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6 Junho, 2018 / ,
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