Rosa Mota – A rainha do atletismo português

Rosa Mota – A rainha do atletismo português

Foi nas ruas da Foz que fez as primeiras corridas que a levaram à consagração mundial nas pistas de atletismo de todo o mundo. A medalha de ouro na maratona dos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, foi o momento de consagração de uma vida dedicada ao desporto.

Pequena, magra e com um sorriso inconfundível, Rosa Mota é uma das mais populares atletas portuguesas, aliando uma impressionante carreira no atletismo a uma simpatia natural e a uma humildade que prevalece, mesmo depois de todas as conquistas alcançadas.

Nasceu na Foz do Douro, no Porto, a 26 de junho de 1958 e consta que terá começado a correr pelas ruas da Foz não porque gostasse, mas porque tinha medo do escuro. Já no liceu, começou a dedicar-se de uma forma mais séria ao desporto, tendo praticado natação e ciclismo. No entanto, viria a escolher o atletismo, porque era a modalidade que exigia menos custos. Os recordes nacionais nos 300 e 1500 metros foram os primeiros passos de uma carreira que evoluiria depois para a prova mais exigente em termos físicos: a maratona.

O seu primeiro clube foi o Futebol Clube da Foz, onde esteve durante três anos. Em 1978 mudou para o FC Porto, mas um problema de saúde levou-a a deixar o clube dois anos depois. Conheceu então o médico José Pedrosa, que viria a ser seu treinador e marido.

Em 1982 iniciou uma nova fase na sua carreira: começou a competir pelo Clube de Atletismo do Porto. Entre 1981 e 1991 (quando terminou a sua carreira, participou em 21 maratonas, tendo vencido 14. Foi medalha de bronze na maratona dos Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984) e quatro anos depois, em Seul, alcançaria o topo do pódio na maratona.

Apesar de ter terminado a sua carreira desportiva, Rosa Mota continua ligada ao atletismo, apadrinhado diversas provas, correndo por causas solidárias ou participando em iniciativas que tenham como objetivo a promoção do desporto e da vida saudável.

Para além de ter recebido várias condecorações do Governo português e de ser, ainda hoje, muito acarinhada pelos portugueses, Rosa Mota ficará para sempre ligada à História da cidade do Porto, já que em 1991 o seu nome foi atribuído ao pavilhão anteriormente designado como Pavilhão dos Desportos.

O seu prestígio internacional é igualmente imenso. Em 2012 Rosa Mota foi distinguida pela Association of International Marathons and Distance Races (AIMS) e em 2004 a atleta portuguesa transportou a chama olímpica pelas ruas de Atenas antes dos Jogos Olímpicos. Nos Jogos Olímpicos do Rio (2016), participou na estafeta olímpica.

 

As 14 vitórias de Rosa Mota em maratonas

12/9/82 – Atenas, 2 h 36.04 s (Campeã da Europa);
9/4/83 – Roterdão, 2 h 32.27 s;
16/10/83 – Chicago, 2 h 31.12 s;
21/10/84 – Chicago, 2 h 26.01 s;
26/8/86 – Estugarda, 2 h 28.38 s (Campeã da Europa);
16/11/86 – Tóquio, 2 h 27.15 s;
20/4/87 – Boston, 2 h 25.21 s;
20/8/87 – Roma, 2 h 25.17 s (Campeã do Mundo);
18/4/88 – Boston, 2 h 24.30 s;
23/9/88 – Seul, 2 h 25.28 s (Campeã Olímpica);
28/1/90 – Osaka, 2 h 27.47 s;
16/4/90 – Boston, 2 h 25.24 s;
27/8/90 – Split, 2 h 31.27 s, (Campeã da Europa);
21/4/91 – Londres, 2 h 26.14 s (Taça do Mundo).

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23 Abril, 2017 /
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