Uma amizade de séculos
É bem conhecida a influência dos ingleses na cidade por via do Vinho do Porto, mas a relação entre portuenses e britânicos é muito mais antiga.
O primeiro contacto terá acontecido em junho de 1147, quando os cruzados ingleses que se dirigiam à Terra Santa ficaram 11 dias no Porto à espera das forças comandadas pelo conde de Areschot e por Cristiano de Gistell, que se tinham separado da armada devido a um temporal. O primeiro rei de Portugal, Afonso Henriques, ao saber deste facto, procurou estabelecer um acordo com os seus chefes, convencendo-os a ajudar na conquista de Lisboa aos mouros.
O relacionamento intensificou-se durante a Idade Média, com o estabelecimento de relações comerciais. Panos, vinho, madeira, peles e pescado eram os produtos transacionados entre os dois países.
A 2 de fevereiro de 1367 a Sé do Porto foi palco do casamento entre D. João I e D. Filipa de Lencastre, uma união que teve como contrapartida o apoio dos britânicos na luta com Castela. Em 1642, dois anos após a restauração da independência de Portugal, o Porto recebe o primeiro cônsul britânico, Nicholas Comerforde
a, “Amor de Perdição”, em 1861. O escritor cumpria pena por adultério e baseou-se na história do seu tio, Simão Botelho, que também ali tinha estado preso e que, tal como as personagens do livro, tinha vivido uma história de amor trágica e proibida, que o levaria à morte.



ntrastam com o espelho de água e calçada em granito, de construção mais recente.
A República chegou a ser proclamada na varanda dos Paços do Concelho, que seria o último reduto dos revoltosos. Os que não morreram na batalha acabariam por ser levados para navios fundeados em Leixões. Outros conseguiram fugir para o estrangeiro. A República só seria implantada em 1910.