Manoel de Oliveira (1908-2015)

Manoel de Oliveira (1908-2015)

Uma vida dedicada ao cinema

Foram 106 anos de vida, com dezenas de filmes que lhe valeram reconhecimento internacional. O seu logo percurso como cineasta começou nos anos 30 e só terminou com a sua morte, em 2015.

Manoel de Oliveira nasceu no Porto em dezembro de 1908, numa família ligada à indústria. O seu pai foi o primeiro fabricante de lâmpadas em Portugal e um grande entusiasta da sétima arte, levando o filho a ver os filmes de Charles Chaplin e Max Linder.

O jovem Manoel cedo se interessou pelo cinema, mas também pelo desporto, tendo praticado automobilismo, atletismo e ginástica, destacando-se em todas estas modalidades. Aos 20 anos inscreveu-se na Escola de Actores de Cinema, fundada por Rino Lupo e estreou-se como figurante em “Fátima Milagrosa” (1928).

A carreira de actor e de galã do cinema teve o ponto alto no filme “A Canção de Lisboa” (1933), mas seria como realizador que viria a destacar-se e a conquistar um lugar inigualável na história do cinema português.

Enquanto estudava comprou uma máquina de filmar e, juntamente com um fotógrafo amador, começou a filmar o seu primeiro trabalho. “Douro, faina fluvial” estreou em 1931, mas este retrato (sem som) da vida dos habitantes da Ribeira do Porto não foi bem recebido em Portugal. Já nessa altura muitos criticavam a duração dos planos e a lentidão com que se desenrola a ação. Esta viria a ser a imagem de marca de Oliveira, muitas vezes incompreendida em Portugal, mas muito elogiada pelos seus pares a nível internacional.

As comunidades piscatórias viriam a ser protagonistas das suas obras seguintes, todas com um carácter documental. Simultaneamente, Manoel de Oliveira ia aprofundando os seus conhecimentos com formação em empresas alemãs ligadas ao cinema. Em 1942 estreou a sua primeira obra de ficção. “Aniki Bóbó” tinha a Ribeira do Porto como cenário e, embora na época não tenha despertado grande entusiasmo da crítica, hoje é considerada uma obra de referência do cineasta.

Desgostoso com a falta de reconhecimento, dedicou-se aos negócios da família, mas a partir dos anos 70 regressaria com mais empenho à sua paixão de sempre; a partir do final dos anos 80 teve a fase mais profícua da sua carreira, fazendo um filme por ano. Para além de ter trabalhado com grandes atores portugueses, dirigiu nomes como como Catherine Deneuve, John Malkovich ou Marcello Mastroianni. Quando morreu, em abril de 2015, era o realizador mais velho em atividade.

8 Maio, 2017 /
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