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Porto Sunday Sessions
22 Agosto, 2017 / ,

Música ao domingo à tarde

O Porto Sunday Sessions é já uma tradição do Verão no Porto. Aos domingos à tarde o Parque da Cidade é paragem obrigatória para terminar da melhor forma o fim de semana.

Música, ambiente descontraído e contacto com a natureza são uma combinação perfeita para acabar o fim de semana. O cenário do Parque da Cidade, um amplo espaço verde situado junto ao mar, é ideal para um fim de tarde perfeito com os amigos e com a família e todos os domingos, até ao próximo dia 17 de setembro, será também um local para ouvir música.

As atuações de djs criam a banda sonora perfeita para momentos de convívio entre pessoas de todas as idades, aproveitando o bom tempo e o ar puro.

Informações:
Parque da Cidade do Porto

6, 13, 20 e 27 de agosto

10 e 17 setembro

Entre as 16h00 e as 20h00

Entrada livre

Rua Senhora da Luz
10 Julho, 2017 /

O verdadeiro espírito da Foz

O nome desta rua tem origem numa antiga ermida, dedicada a Nossa Senhora da Luz. É uma das ruas mais tradicionais da Foz, com lojas que existem há décadas e que foram passando entre gerações da mesma família.

A zona da Foz esteve durante largos séculos afastada do centro urbano da cidade. Começou por ser uma zona piscatória e no início do século XIX teria apenas cerca de 3000 habitantes. Em 1834 até chegou a ser um concelho independente, uma situação que durou pouco mais de um ano. Na verdade, e até ao aparecimento dos elétricos puxados por cavalos, o percurso entre o Porto e a Foz era feito a pé ou numa carroça puxada por bois e poderia durar cerca de oito horas.

A mudança de hábitos e a moda dos banhos de mar como atividade de lazer, benéfica para a saúde, fez com que esta zona da cidade se desenvolvesse, ganhando novos acessos e recebendo cada vez mais visitantes. No entanto, em 1866, a Foz começava em Sobreiras e terminava justamente na Rua da Senhora da Luz. Foi nessa altura que começou a construção de uma estrada junto ao mar, que fazia a ligação a Matosinhos.

Aos poucos, foram sendo construídas novas avenidas na Foz, mas esta rua manteve sempre o seu cariz mais tradicional, reunindo, em poucas centenas de metros, uma grande variedade de estabelecimentos comerciais e mantendo um espírito de vizinhança.

O Farol de Nossa Senhora da Luz

Foi construído por ordem do Marquês de Pombal, em 1758, num lugar elevado, junto à Ermida de Nossa Senhora da Luz. A localização foi escolhida de forma a que o farol fosse facilmente avistado a partir do mar. Foi modernizado no princípio do século XX (1913), mas com a construção do molhe de Felgueira, em 1945, perdeu utilidade. Foi, durante muito tempo, a única construção naquele local, já que as habitações só surgiram bastante mais tarde.

A primitiva ermida já não existe, mas a imagem da Senhora da Luz foi trasladada para a igreja paroquial da Foz do Douro, onde ainda hoje é venerada.

A atual capela de Nossa Senhora da Luz de Gondarém foi, até meados do século XX, ponto de partida de uma procissão bastante importante.

 

 

 

Manoel de Oliveira (1908-2015)
8 Maio, 2017 /

Uma vida dedicada ao cinema

Foram 106 anos de vida, com dezenas de filmes que lhe valeram reconhecimento internacional. O seu logo percurso como cineasta começou nos anos 30 e só terminou com a sua morte, em 2015.

Manoel de Oliveira nasceu no Porto em dezembro de 1908, numa família ligada à indústria. O seu pai foi o primeiro fabricante de lâmpadas em Portugal e um grande entusiasta da sétima arte, levando o filho a ver os filmes de Charles Chaplin e Max Linder.

O jovem Manoel cedo se interessou pelo cinema, mas também pelo desporto, tendo praticado automobilismo, atletismo e ginástica, destacando-se em todas estas modalidades. Aos 20 anos inscreveu-se na Escola de Actores de Cinema, fundada por Rino Lupo e estreou-se como figurante em “Fátima Milagrosa” (1928).

A carreira de actor e de galã do cinema teve o ponto alto no filme “A Canção de Lisboa” (1933), mas seria como realizador que viria a destacar-se e a conquistar um lugar inigualável na história do cinema português.

Enquanto estudava comprou uma máquina de filmar e, juntamente com um fotógrafo amador, começou a filmar o seu primeiro trabalho. “Douro, faina fluvial” estreou em 1931, mas este retrato (sem som) da vida dos habitantes da Ribeira do Porto não foi bem recebido em Portugal. Já nessa altura muitos criticavam a duração dos planos e a lentidão com que se desenrola a ação. Esta viria a ser a imagem de marca de Oliveira, muitas vezes incompreendida em Portugal, mas muito elogiada pelos seus pares a nível internacional.

As comunidades piscatórias viriam a ser protagonistas das suas obras seguintes, todas com um carácter documental. Simultaneamente, Manoel de Oliveira ia aprofundando os seus conhecimentos com formação em empresas alemãs ligadas ao cinema. Em 1942 estreou a sua primeira obra de ficção. “Aniki Bóbó” tinha a Ribeira do Porto como cenário e, embora na época não tenha despertado grande entusiasmo da crítica, hoje é considerada uma obra de referência do cineasta.

Desgostoso com a falta de reconhecimento, dedicou-se aos negócios da família, mas a partir dos anos 70 regressaria com mais empenho à sua paixão de sempre; a partir do final dos anos 80 teve a fase mais profícua da sua carreira, fazendo um filme por ano. Para além de ter trabalhado com grandes atores portugueses, dirigiu nomes como como Catherine Deneuve, John Malkovich ou Marcello Mastroianni. Quando morreu, em abril de 2015, era o realizador mais velho em atividade.

As origens do Cinema Batalha
8 Maio, 2017 /

Inaugurado em 1947, o Cinema Batalha já teve várias vidas. Reabrirá em 2018 como Casa do Cinema. Conheça um pouco da sua história.

No local onde existe hoje o Cinema Batalha, existiu, até aos anos 40, o High Life, que viria a ser demolido para dar lugar a um edifício mais moderno. A inauguração aconteceu a 3 de julho de 1948, com uma programação dedicada ao cinema francês.

São desta fase os frescos de Júlio Pomar, retratando a festa de São João. Uma obra que viria a ser imediatamente coberta, já que o então presidente da Câmara os considerou como “expressão de ideias comunistas”. Outros aspetos da decoração do cinema foram também “censurados”. Recorde-se que Portugal vivia então numa ditadura e que o pintor chegou mesmo a ser preso pela polícia política. Os frescos devem ser agora recuperados, aquando da reabertura do espaço.

O Batalha viveu uma época dourada entre os anos 50 e 70, altura em que a Baixa do Porto tinha vários cinemas com programação constante. Pelos seus ecrãs passavam as fitas mais comerciais, enquanto a Sala Bebé, mais pequena, recebia sobretudo um público mais cinéfilo. No final dos anos 90, o cinema perdeu público e acabou por fechar. Reabriu na primeira década deste século, como sala de espetáculos, mas acabou por fechar novamente as portas.

Fonte: O Tripeiro, 7ª série, Ano XXV Número 2

Avenida Rodrigues de Freitas
8 Maio, 2017 /

Um passeio pela história do Porto

 

Uma extensa avenida cheia de histórias e edifícios históricos, é também um dos locais mais palpitantes da nova dinâmica da cidade. Vale a pena percorrer esta avenida e descobrir uma artéria onde a tradição e a inovação convivem harmoniosamente.

Se o ponto de partida for a Rua de Entreparedes, verá, desde logo, como antigos edifícios foram convertidos em locais aprazíveis para petiscar ou para relaxar. À esquerda, o Jardim de São Lázaro, o primeiro jardim público da cidade, é também um local para descobrir obras de escultura e árvores centenárias. Do outro lado da rua, o edifício do Colégio de Nossa Senhora da Boa Esperança destaca-se pela sua traça arquitetónica. Criado em 1724, começou por ser um local de acolhimento de meninas órfãs, passando, na segunda metade do século XX, a colégio privado. Ao lado, uma igreja cuja autoria é atribuída a Nicolau Nasoni, construída num local que serviu como hospital para pessoas infetadas com lepra.

Um pouco mais à frente, destaca-se o edifício da Biblioteca Municipal, instalado num antigo Hospital do Convento de Santo António da Cidade, um edifício do século XVIII. Para além do seu riquíssimo espólio bibliográfico e documental, tem um elevado interesse arquitetónico, onde sobressaem os claustros e os azulejos retirados de vários conventos e mosteiros.

Ao perc orrer esta avenida descobrirá também lojas tradicionais e alguns marmoristas; a proximidade desta avenida ao Cemitério do Prado do Repouso levou a que aí se tivessem instalado vários negócios onde se fabricam as lápides e esculturas que ornamentam os túmulos.

Neste passeio vai reparar também no edifício da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, que foi instalada na primeira metade do século XX num antigo palacete que pertenceu a um comerciante que fez fortuna no Brasil. No interior estão obras de alguns dos seus mais notáveis alunos, como Soares dos Reis. A existência desta faculdade criou um certo ambiente boémio nesta zona da cidade, já que os estudantes frequentam os cafés e as lojas desta área.

Em frente, o Palacete do Visconde da Gândara é outro exemplo da importância que esta rua teve em épocas passadas. A arquitetura das casas de habitação merece uma atenção pormenorizada: são casas com vários andares, com imponentes escadarias interiores e claraboias; muitas delas possuem, na parte de trás, áreas ajardinadas com fontes, lagos e estufas. As casas nos números 192, 194, 200 e 204 estão mesmo classificadas como imóveis de interesse público.

A avenida termina no Largo Soares dos Reis, que tem também dois pontos de interesse: para além do histórico cemitério do Prado do Repouso, destaca-se o Museu Militar, que anteriormente acolhia uma prisão destinada a presos políticos.

Santo Tirso – Capital da escultura contemporânea
23 Abril, 2017 /

A 15 minutos da cidade do Porto, o município de Santo Tirso tem um dos maiores museus de escultura contemporânea a céu aberto da Europa: 54 obras de arte de escultores mundiais.

Esculturas nos jardins, esculturas em parques, esculturas em praças. Santo Tirso assume-se como a Capital Europeia da Escultura Contemporânea em Portugal. O projeto dos conceituados arquitetos Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura permitiu criar a sede do Museu Internacional de Escultura Contemporânea, inaugurado em maio de 2016, uma obra de referência mundial.

Santo Tirso, a cidade conhecida pelos seus deliciosos pastéis jesuítas, é, atualmente, o Município português com o maior museu de arte contemporânea a céu aberto. No total, 54 esculturas dispersas pela cidade que, podem ser visitadas livremente, com mapa e audio-guias, ou através de uma aplicação para smartphones.

Santo Tirso é uma cidade para descobrir e sentir. Com uma localização privilegiada, é uma cidade de portas abertas, com um património e tradições seculares inesquecíveis. O Mosteiro de São Bento, património Nacional, o Museu Municipal Abade Pedrosa, com a sua magnífica coleção de arqueologia, ou o Santuário de Nossa Senhora de Assunção, exemplo de arte de inspiração romano-gótica, são locais de paragem obrigatória.

Rosa Mota – A rainha do atletismo português
23 Abril, 2017 /

Foi nas ruas da Foz que fez as primeiras corridas que a levaram à consagração mundial nas pistas de atletismo de todo o mundo. A medalha de ouro na maratona dos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, foi o momento de consagração de uma vida dedicada ao desporto.

Pequena, magra e com um sorriso inconfundível, Rosa Mota é uma das mais populares atletas portuguesas, aliando uma impressionante carreira no atletismo a uma simpatia natural e a uma humildade que prevalece, mesmo depois de todas as conquistas alcançadas.

Nasceu na Foz do Douro, no Porto, a 26 de junho de 1958 e consta que terá começado a correr pelas ruas da Foz não porque gostasse, mas porque tinha medo do escuro. Já no liceu, começou a dedicar-se de uma forma mais séria ao desporto, tendo praticado natação e ciclismo. No entanto, viria a escolher o atletismo, porque era a modalidade que exigia menos custos. Os recordes nacionais nos 300 e 1500 metros foram os primeiros passos de uma carreira que evoluiria depois para a prova mais exigente em termos físicos: a maratona.

O seu primeiro clube foi o Futebol Clube da Foz, onde esteve durante três anos. Em 1978 mudou para o FC Porto, mas um problema de saúde levou-a a deixar o clube dois anos depois. Conheceu então o médico José Pedrosa, que viria a ser seu treinador e marido.

Em 1982 iniciou uma nova fase na sua carreira: começou a competir pelo Clube de Atletismo do Porto. Entre 1981 e 1991 (quando terminou a sua carreira, participou em 21 maratonas, tendo vencido 14. Foi medalha de bronze na maratona dos Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984) e quatro anos depois, em Seul, alcançaria o topo do pódio na maratona.

Apesar de ter terminado a sua carreira desportiva, Rosa Mota continua ligada ao atletismo, apadrinhado diversas provas, correndo por causas solidárias ou participando em iniciativas que tenham como objetivo a promoção do desporto e da vida saudável.

Para além de ter recebido várias condecorações do Governo português e de ser, ainda hoje, muito acarinhada pelos portugueses, Rosa Mota ficará para sempre ligada à História da cidade do Porto, já que em 1991 o seu nome foi atribuído ao pavilhão anteriormente designado como Pavilhão dos Desportos.

O seu prestígio internacional é igualmente imenso. Em 2012 Rosa Mota foi distinguida pela Association of International Marathons and Distance Races (AIMS) e em 2004 a atleta portuguesa transportou a chama olímpica pelas ruas de Atenas antes dos Jogos Olímpicos. Nos Jogos Olímpicos do Rio (2016), participou na estafeta olímpica.

 

As 14 vitórias de Rosa Mota em maratonas

12/9/82 – Atenas, 2 h 36.04 s (Campeã da Europa);
9/4/83 – Roterdão, 2 h 32.27 s;
16/10/83 – Chicago, 2 h 31.12 s;
21/10/84 – Chicago, 2 h 26.01 s;
26/8/86 – Estugarda, 2 h 28.38 s (Campeã da Europa);
16/11/86 – Tóquio, 2 h 27.15 s;
20/4/87 – Boston, 2 h 25.21 s;
20/8/87 – Roma, 2 h 25.17 s (Campeã do Mundo);
18/4/88 – Boston, 2 h 24.30 s;
23/9/88 – Seul, 2 h 25.28 s (Campeã Olímpica);
28/1/90 – Osaka, 2 h 27.47 s;
16/4/90 – Boston, 2 h 25.24 s;
27/8/90 – Split, 2 h 31.27 s, (Campeã da Europa);
21/4/91 – Londres, 2 h 26.14 s (Taça do Mundo).

Cedofeita: uma rua com muitas vidas
23 Abril, 2017 / , ,

Foi uma das marcas da renovação urbana no século XVIII e um dos pontos de partida para o renascimento da Baixa, já no século XXI. Uma grande parte desta rua é pedonal, o que a torna perfeita para compras, passeios e para uma refeição tranquila.

As origens de Cedofeita parecem remontar ao século VI e à Igreja de São Martinho de Cedofeita. No entanto, estando afastada das muralhas medievais e da zona ribeirinha, só viria a desenvolver-se plenamente no século XVIII. Nessa altura, e perante o crescimento da cidade em termos económicos e demográficos, tornou-se importante fazer a ligação entre a parte portuária e a zona alta. A Rua de Cedofeita era então conhecida como Rua da Estrada e foi um dos pilares dos planos de urbanização que então foram delineados.

Começaram então a ser construídas as casas que ainda hoje existem: edifícios com dois a quatro andares, com varandas nos pisos superiores e montras voltadas para a rua. O elétrico chegou a passar nesta rua, célebre pelas lojas, como o extinto Bazar dos Três Vinténs (a placa ainda existe).

Apesar de ter sido “esquecida” durante algum tempo, Cedofeita tornou-se, nos últimos anos, um dos pontos centrais de nova vida da Baixa do Porto, tirando partido da proximidade de locais como a Rua Miguel Bombarda ou a Praça Carlos Alberto.

Curiosidades:

No n.º 395 desta rua terá vivido o rei D. Pedro, durante o cerco do Porto, em que as tropas liberais, lideradas por D. Pedro, estiveram cercadas pelos apoiantes do seu irmão, D. Miguel.

No número º 159 habitou Carolina Michaelis, uma ilustre crítica literária e escritora, que foi a primeira mulher a dar aulas numa universidade portuguesa

A Rua de Cedofeita tem 840 metros de extensão: começa na Praça Carlos Alberto e termina na Rua da Boavista.

A escritora portuense Agustina Bessa-Luís dizia que a Rua de Cedofeita era “a mais bonita” do Porto.

Na primeira década deste século, chegou a existir um projeto para que a Rua de Cedofeita passasse a ter uma cobertura em vidro